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    A partir da década de 1950, a Revolução Verde, programa de inovação tecnológica proposta pelos Estados Unidos, entrou em vigor. Tal momento ficou conhecido por modernizar as práticas agrícolas, sobretudo nos países subdesenvolvidos, como Índia e Brasil, ampliando, por exemplo, o uso de técnicas de otimização da produção, como a utilização de agrotóxicos. No entanto,ao se analisar a realidade brasileira, percebe-se que o uso desses insumos agrícolas ocorre de forma desenfreada, acometendo pessoas e o meio ambiente. 
          Primeiramente, deve-se destacar os fatores que levam à utilização do produto e as consequências quando a prática se torna excessiva. O agrotóxico tem como finalidade controlar pragas, reduzindo perdas no processo agrícola. Diante disso, muitos produtores, em busca de lucro, excedem nas doses permitidas do produto, ampliando o seu efeito nas lavouras. Entretanto, tal situação traz riscos danosos para os seres humanos. Os agrotóxicos organofosforados, por exemplo, em doses elevadas, podem causar distúrbios neurocomportamentais, gerando doenças graves como a depressão, além de causarem câncer. Um estudo feito pela Universidade Federal do Ceará, por exemplo, comprovou que em Limoeiro do Norte (CE), município onde há intensa atuação do agronegócio e uso de agrotóxico, a incidência de câncer entre a população é 38% maior do que em outros municípios brasileiros.                          Outrossim, o meio ambiente também é afetado. Por serem ricos em nutrientes, os agrotóxicos, ao sofrerem percolação, ou seja, após infiltrarem no solo e alcançarem o lençol freático, contaminam os corpos hídricos, causando o aumento exponencial de algas na superfície, fator que dificulta a passagem de luz para o meio aquático, tendo como consequência direta a queda na disponibilidade de oxigênio dissolvido na água, causando a morte de seres vivos, tais como os peixes, promovendo, pois, intenso desequilíbrio ecológico. 
            Sendo assim, medidas devem ser tomadas para reverter tal problemática. Em primeiro lugar, é deve do Ministério da Agricultura promover, por meio de visitas mensais, maior fiscalização nas lavouras produtivas a fim de identificar irregularidades e de aplicar as devidas multas, buscando modificar a lógica do uso irregular do produto. Além disso, ONGs voltadas à questão socioambiental devem, por meio dos canais comunicativos de massas, tais como "Facebook" e "Twitter", promover campanhas que visem informar à população sobre os danos causados pelos defensivos agrícolas, além de apontar quais são os alimentos que, geralmente, apresentam elevado grau de contaminação, fazendo com que, dessa forma, o indivíduo previna-se e tome os devidos cuidados no que se refere ao seu hábito alimentar.