O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

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    Um inimigo imperceptível
          Até o fim do século XIX, a economia brasileira, que tinha com base o café, lucrava por meio da mão de obra escrava, explorada até o esgotamento de suas forças. Atualmente, apesar de abolida a escravidão, vê-se que, diversas vezes entre os agricultores, ainda prioriza-se o lucro, em detrimento da qualidade de vida não só dos trabalhadores rurais, como também da população em geral porquanto utiliza-se agrotóxicos indiscriminadamente. Ademais, é notória a falta de conhecimento sobre a periculosidade desses, trazendo sérias consequências à saúde, principalmente, dos trabalhadores rurais.
          Indubitavelmente, a sociedade atual tem buscado o lucro a qualquer custo, sendo que no Brasil isso se reflete no uso de agrotóxicos, em virtude de ser um país agroexportador. Estando em primeiro lugar no ranking do uso desses produtos, segundo o Jornal Record, observa se que os agricultores, em sua grande maioria ignoram os limites impostos pela legislação, trazendo consequências como aumento do câncer na população e envenenamentos,em função de manter suas plantações saudáveis.
          Outrossim, a falta de conhecimento dos trabalhadores sobre a periculosidade dos produtos que estão lidando é muito preocupante. Visto que os trabalhadores rurais não recebem o treinamento específico para usar tais produtos, muitas vezes, negligenciam os efeitos desses, deixando de usar os equipamentos de proteção(EPI's) como luvas e máscaras, por exemplo, trazendo as consequências supracitadas. Com isso, a necessidade de esclarecer os trabalhadores se afirma na frase de Paulo Freire, que dizia que se a educação sozinha não muda a sociedade, sem ela tampouco a sociedade mudará.
          Em suma, há a necessidade de priorizar a qualidade de vida da população, aumentando a fiscalização e educando os trabalhadores rurais. Para isso é imprescindível que o Ministério do Meio Ambiente e a Anvisa aumentem a fiscalização com visitas frequentes às fazendas, a fim de encontrar possíveis violações, como a falta do uso de EPI's e quantidades de agrotóxicos acima do permitido na legislação. Além disso, o Ministério da Agricultura deve fazer campanhas e treinamentos para capacitação do trabalhador rural, esclarecendo os riscos do uso desses produtos e a necessidade da proteção, para que os efeitos negativos possam ser amenizados e e assim a frase de Paulo Freire possa tornar-se uma realidade no Brasil.