O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

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    Desde o surgimento do capitalismo moderno, sendo esse um conceito analítico em Weber e não um fenômeno historicamente datado, que a produção agrícola passa por processos de modernização e crescimento. Porém, mesmo com o avanço da civilização, a população brasileira hodierna, como em uma narrativa Kafkiana, assiste perplexa ao crescente uso de agrotóxicos nos sistemas de produção no campo. Isso ocorre em virtude de uma ineficiência educacional em consonância com a deficiência coercitiva do Estado. 
    Com efeito, a mediocridade do ensino acerca dos efeitos nocivos causados pelos defensivos agrícolas faz que haja o uso em grande escala dessa substância, aumentando o problema. É possível constatar esse fato ao notar que, na Base Comum Curricular, não estão inseridas disciplinas que versem sobre as vantagens da introdução de alimentos orgânicos na dieta e incentivo à alimentação saudável. Nesse sentido, como analisa o filósofo Foucault, o ensino apresenta-se de maneira mecanicista em vez de social. 
    Outrossim, apesar da Constituição Federal de 1988 ter gerado grandes avanços sociais, a mansuetude das leis e das suas aplicações favorecem o uso descontrolado de substâncias químicas na produção agrícola. Para Karl Marx, as condições materiais de uma estrutura social condicionam as relações entre os seus componentes. Dessa forma, o Estado, detentor dos mecanismos necessários para o oferecimento de uma vida saudável à população, falha em sua função social. 
    Associando, portanto, a ineficiência educacional e a deficiência coercitiva do Estado, tem-se o problema do uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo. Para que isso seja resolvido, torna-se imperativo que o Governo, por meio do MEC, introduza nas aulas atividades que incentivem a ingestão de alimentos orgânicos, através da implantação de hortas orgânicas nas escolas, produzidas pelos próprios alunos, bem como, em parceria com ONGs, realize palestras sobre o tema, a fim de orientar o corpo social sobre os benefícios da ingestão de alimentos sem agrotóxicos. Outrossim, o Estado, por meio do seu poder bicameral, deve criar uma lei que determine, num prazo de até 5 anos, a substituição de defensivos químicos por produtos biodegradáveis, como medida preventiva aos males causados pelo uso de pesticidas.