O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

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    Na Primeira Guerra Mundial os agrotóxicos foram desenvolvidos e utilizados mais amplamente na Segunda Guerra como arma química e, posteriormente, como defensor agrícola. Na Europa, com o intuito de promover a agricultura e gerar comida para cessar a fome, surgiu a revolução verde. Em meados da década de 60 a revolução chegou ao Brasil imposto pela industria de agrotóxicos e o governo brasileiro, que financiava a compra de sementes para aqueles que levassem junto o adubo e o agrotóxico, porém, a política não funcionou e os efeitos foram totalmente adversos, visto que aumentaram problemas ambientais e de saúde.
     É indubitável que os agrotóxicos são eficazes e melhoram a produção agrícola, porém, seu uso contribui diretamente para a degradação ambiental pois, assim como o nome sugere, são compostos tóxicos. Agricultores utilizam para melhorar a colheita, e, consequentemente, faturar mais, nesse caso eles possuem benefícios financeiros e produtivos, mas a ambição deixa de lado o que realmente importa e que trazem malefícios maiores para o Brasil e o mundo. O impacto disso tudo pode se tornar irreversível, visto que a contaminação é geral, incluindo não só o solo, como os rios e animais e, por serem bioacumulativos, permanecem no corpo até depois da morte, contaminando outros animais que se alimentarem dele.
      Outrossim, a Constituição Federal de 1988 garante saúde como direito de todos, porém, em prática, não é o que acontece, a saúde é afetada desde a sua produção até o momento da aplicação. Muitos trabalhadores que vivem da agricultura possuem pouco conhecimento dos efeitos dos agrotóxicos, assim, utilizam pouco ou nenhuma proteção na hora da aplicação. Além de serem utilizados compostos que são proibidos a quantidade de agrotóxico que constitui o alimento se torna cada vez mais absurda, como o pimentão e o morango que possuem a maior porcentagem segundo a ANVISA. Então, muitas vezes as pessoas procuram comer alimentos "saudáveis" sem saber que, na verdade, estão ingerindo veneno, e por a produção alternativa -orgânica- ser mais cara, isso não vai mudar, visto que a população precisa se alimentar.
      Sendo assim, o Ministério da Agricultura deveria rever seus modos de produção e trabalhar em conjunto com o Ministério da Saúde, com fiscalizações em plantações para evitar que excedam o limite de agrotóxicos e não utilizem os proibidos Além de propor modos alternativos de produção e investir  em plantações Hidropônicas, que são em estufas a base de água e com menos contaminação por agrotóxico, que é mais acessível que a produção orgânica, assim ajudam na saúde pública e diminuem impactos ambientais.