O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil.

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    Na obra "Monalisa", o artista Leonardo Da Vinci retrata a necessidade de equilíbrio entre homem e natureza. No entanto, no Brasil contemporâneo, é notório que esse balanço não é uma realidade, visto que animais são constantemente utilizados em pesquisas e testes científicos, que não trazem resultados significativos e favorecem a cultura da crueldade. Com efeito, medidas são necessárias para impedir tais atuações. 
       Em primeiro lugar, é necessário pontuar que os testes em animais não são eficientes. De acordo com a PEA (Projeto Esperança Animal), as pesquisas científicas realizadas em animais não são seguras devido às grandes diferenças biológicas entre eles e humanos, os quais utilizam os produtos testados. Imerso nessa lógica, é possível afirmar que tais exames não possuem exatidão e não são seguros e, por isso, não devem ser realizados no país. Tal situação é retratada na série "Dr. House", quando o protagonista de mesmo nome utiliza um remédio inovador que funcionou em camundongos, porém, em seu organismo, provocou o surgimento de diversos tumores. Dessa forma, é indubitável que os testes em animais não são eficazes, logo, não há jusificativa para realizá-los. 
      Em segundo lugar, também é importante ressaltar que a realização de experiências científicas em animais coloca em questão a ética humana, uma vez que perpetua a crueldade. Segundo os pesquisadores William Russel e Rex Burch, os quais criaram os princípios de substituição de animais em pesquisas, o sistema nervoso do grupo em questão é similar ao humano. Isso significa que, durante os experimentos, os bichos utilizados sentem dor extrema e, ainda assim, o procedimento é ininterrupto. Essa realidade é mostrada no documentário canadense "MTD", que exibe cenas de diversos animais, em laboratórios reais, exprimindo dor intensa durante os testes. Sendo assim, é inquestionável que, ao continuar tais ações, a sociedade fragiliza os seus princípios éticos e favorece a barabaridade.
      Diante do exposto, fica evidente que a utilização de animais em pesquisas científicas no país é um problema e, por isso, deve ser desestimulada e coibida. Portanto, cabe ao Governo Federal, como órgão regulador da sociedade, realizar campanhas de conscientização da sociedade sobre a ineficácia de produtos testados em animais, por meio de redes virtuais e televisivas, a fim de diminuir o uso desses e enfraquecer empresas que realizam tais procedimentos. Ademais, o Poder Legislativo, como resposável pelas leis, deve proibir as pesquisas em animais e estabelecer multas para os laboratórios que não cumprirem essa norma, com a finalidade de proteger os animais e diminuir a crueldade. Feito isso, o equilíbrio buscado por Da Vinci poderá ser conquistado.