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    Na obra filosófica "O Banquete", de Platão, há um diálogo sobre o amor e suas consequências. Não obstante, o diálogo do intelectual Fedro defende que o amor é um sentimento que desperta o que há de melhor no ser humano: as virtudes. Contudo, os maus tratos em animais nas pesquisas e testes científicos rompe o amor entre o homem e os animais. O poder público segue inerte e deixa a falta de virtude permanecer.
       Primeiramente, é indubitável que o uso de animais nas pesquisas científicas é essencial para a população. Por isso, a lei n° 11.794 restringe o uso dos animais apenas em estabelecimentos de ensino superior e que estejam de acordo com as exigências sanitárias da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Entretanto, o homem ignora as leis e usa dos maus tratos como ponto inicial das pesquisas. Aliado a isso, a literatura machadiana caracteriza o homem com um ser corrompido e assemelha-se com as agressões cometidas nas cobaias.
          Nesse contexto, o poder público segue em repouso com a problemática quando ignora os dados dos maus tratos. Atrelado a isso, em setembro de 2013, um grupo de ativistas invadiram o Instituto Royal, em São Paulo, e alegaram que os animais estavam em condições precárias, o que evidencia o descaso da Anvisa em fiscalizar estabelecimentos e do poder público em prever medidas efetivas que sanem a problemática. 
           Portanto, medidas governamentais devem ser efetivadas. A campanha "Diga sim as pesquisas e não aos maus tratos" deveria funcionar de modo informativo, em que o poder público poderia criar pequenos comerciais midiáticos com os dados dos maus tratos em cobaias para mostrar aos pesquisadores que dever ter mais cuidados e assim assegurar que as condições precárias não se repitam. Ademais, é necessário que o poder público melhore a lei 11.794 de 5 anos, ou mais, para a punição ao crime e que alerte a Anvisa para fazer mais fiscalizações em todos os estabelecimentos de pesquisas. Assim, a virtude do amor, descrita por Fedro, será cumprida.