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    No livro A Revolução dos Bichos, do autor George Orwell, é retratado a insatisfação dos animais perante a dominação e exploração do homem. Diante disso, liderados pelo Porco Major, os animais decidem iniciar uma revolução que tem como principal inimigo o ser humano. Nesse sentido, o uso de animais em pesquisas científicas no Brasil, embora seja executado dentro da legislação do país, tem sido alvo de discussões polêmicas, que divergem entre o uso de cobaias. 
      É preciso inicialmente observar que, os testes em animais, permitiram grande evolução da ciência médica, promovendo a criação de vacinas e soros que refletem de maneira amplamente positiva na saúde humana, promovendo uma maior qualidade de vida para a população. No entanto, muitas empresas abusam da flexibilidade da legislação e atuam apenas como coadjuvante do capitalismo, objetificando o animal e causando danos irreversíveis a esse ser vivo. 
      Além da objetificação do animal, e dos consequentes maus-tratos, é colocado em pauta a questão da ética dos cientistas que se subordinam a essa prática danosa para as cobaias. Sendo assim, atualmente, as pesquisas no Brasil, são norteadas pelos 3R: reduction, replacement e refinement, que tem como objetivo a não exploração excessiva e desnecessária ao animal, visando também a qualidade de vida do animal que será submetido a testes. Com isso, podemos observar que a comunidade científica demostra empatia e respeito pelo animal que tanto contribui com o avanço da ciência. 
     Outrossim, embora existam robôs que exemplifiquem o organismo humano durante uma fase de experimentação, nenhuma tecnologia existente se faz tão mimética ao funcionamento real das complexas reações químicas que ocorrem dentro do corpo, fazendo-se necessário o uso animais em pesquisas. Como conseguinte, a pesquisa realizada na Universidade de Londres, mostra os efeitos positivos do uso da cannabis medicinal no combate ao câncer, inicialmente testado em ratos de laboratório.
     Portanto, é necessário que o Governo Federal brasileiro amplie suas fiscalizações, com o objetivo de minimizar os danos causados aos animais por meio das empresas que ultrapassam o limite ético. Aliado a isso, é necessário que a sociedade promova campanhas de conscientização sobre a real necessidade do uso de cobaias em pesquisas científicas, promovendo uma maior aceitação crítica da população.