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    Durante a Segunda Guerra Mundial, usavam-se inúmeros seres humanos involuntariamente, principalmente judeus, como cobaias de experimentos científicos para testar novos medicamentos, um exemplo de grande falta de respeito à vida. Porém, tal medida foi abolida e substituída pela utilização de animais nos testes, o que leva a um questionamento ético voltado aos limites da utilização de outros seres vivos em experimentos e até que ponto é, de fato, necessário o uso deles em prol da Ciência. 
            A priori, cabe ressaltar a intensa coisificação dos animais na sociedade. Nesse sentido, os seres humanos sempre viram os animais baseados em um “princípio utilitarista”, em que toda ação almeja um fim, e a consequência final seja a felicidade. Assim, os animais, durante toda a história da Humanidade, foram massivamente usados para atender aos anseios do ser humano, seja para mover carruagens, servir de alimento, ou como cobaias. E isso fez com que, até mesmo inconscientemente, houvesse uma visão deturpada e coisificada dos animais existirem apenas para servir aos homens, sem levar em conta que também são seres vivos e sentem emoções, como relata Sócrates na obra “A república”.              Ademais, é preciso colocar em questão até que ponto é necessário a utilização dos animais nos experimentos. Nesse sentido, testar um produto em um animal exige uma margem de segurança anterior para depois testar a eficácia no bicho para não causar reações adversas e os seres devem ser utilizados se não houver outra alternativa. Porém, sabe-se que que os bichanos são usados indiscriminadamente nas indústrias para fabricação de cosméticos, sendo que, no Brasil, cerca de 41% da população é contra testes em animais para cosméticos, de acordo com o Instituto Datafolha. Assim, há muitos produtos da indústria dos cosméticos que utilizam animais desnecessariamente em prol da indústria da beleza e secundários, expondo os seres a diversos riscos e até mesmo levando à morte nos testes sem a devida fiscalização, deixando claro o caráter predatório de tais indústrias capitalistas.           Portanto, medidas são necessárias para atenuar tal quadro. A promoção de documentários e filme realizados pelo Ministério da Cultura e pela Agência Nacional do Cinema (ANCINE), por meio de subsídios governamentais, que questionem a utilização de seres vivos em laboratórios e as implicações nas vidas dos animais dos experimentos é uma medida para pôr em evidência tal problemática atual pouco debatida na sociedade. Além disso, o poder Legislativo deve elaborar leis mais eficazes e severas por meio de amplo debate, a fim de amparar tais animais vítimas de maus-tratos em laboratórios e experimentos, de modo a impedir quaisquer danos à saúde dos animais. Só assim, então, haverá uma ética nos experimentos que respeite as diversas formas de vida.