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    O filósofo grego Aristóteles, o prussiano Immanuel Kant, o britânico Jeremy Bentham, todos eles têm algo em comum: dissertaram sobre a ética, condutas universais do homem para que se tenha boa convivência social de maneira plena, em suas premissas e obras. No entanto, essas regras vêm sendo quebradas constantemente, como é o caso do uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil. Dessa maneira , é necessário destacar dois pontos importantes nessa temática: o pró e o contra do assunto e a relação causa-consequência dentro da esfera social e biológica. 
       A princípio, vale ressaltar que existe a dualidade nesse paradigma. Ou seja, segundo Kant , não existe apenas o lado negativo de algumas ações , mas também há o positivo. Nessa lógica, encontra-se que o uso de animais em laboratórios são necessários, visto que replicar a complexidade do corpo humana ,por exemplo , em robôs não dará o mesmo resultado do que testado em outros seres. Por outro lado , existe o lado ético em que é necessário frisar, os animais têm sistema nervoso , o que possibilitam eles sentirem dores até a morte, o que é, humanamente, errado. Em síntese, é necessário haver o equilíbrio e para isso é importante diminuir o número de animais e o sofrimento deles.     Outrossim , cabe salientar a gênese e os efeitos bioéticos cometidos por essas práticas da modernidade. Acerca disso , consoante ao sociólogo polonês , Zygmunt Bauman,- “nenhuma sociedade que esquece a arte de questionar pode esperar encontrar respostas para os problemas que a afligem”- . Em consonância a isso , comprova-se essa praxe a partir do momento em que a sociedade ver os avanços da ciência e da medicina no cotidiano ,contudo, esquecem de refletir como foi realizado os testes ou como aquele produto foi desenvolvido. Por conseguinte, o Estado , o corpo civil , os cidadãos , ignoram a sangria de diversas espécies em prol de benefícios humanos. 
        Infere-se, portanto , que sejam tomadas medidas para atenuar esse impasse. Para que isso ocorra, o Ministério da Tecnologia e Ciência, em união com o da Educação , deve haver propostas , a curto e a longo prazo , como a criação de órgãos controladores estatais envolvidos com a administração de quantos animais podem ser destinados por pesquisa, sendo passado por comitês e análises. O que será tangível por meio desses órgãos espalhados em grande parte das capitais nacionais ,municípios e cidades ,juntamente com parceria público-privado aplicando mais verbas para os projetos. Espera-se, com isso, que o número de bichos possa ser minimizado e consequentemente a dor deles também. Além disso, esses mesmos ministérios , em cooperação com escolas e faculdades , deve inserir debates e palestras nesses ambientes , com a participação dos próprios ministros e especialistas no assunto com a utilização de dados estatísticos comprovando os fatos e, assim , construir seres éticos.