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    Nos anos 90 surgiu um desenho que ficou mundialmente famoso: Pinky e o Cérebro. A história fala sobre dois ratos de laboratório que participaram de experimentos para desenvolver alta inteligência, mas que foram sempre bem tratados. Contudo, fora do mundo da animação, a realidade das pesquisas com animais no Brasil é diferente e pode ser muito cruel, mas também, infelizmente, necessária.
     Nesse contexto, é possível pensar que órgãos públicos, como a Agência de Vigilância da Saúde (Anvisa), asseguram sob lei a utilização de animais para testes, desde que sejam cumpridos alguns critérios, como o uso exclusivo por instituições de ensino superior. Ademais, é irrefutável que a utilização dos animais garantiu não somente a eficácia de medicamentos produzidos, mas também o barateamento e a variedade de produtos no mercado, possibilitando o acesso da população e a cura de doenças antes letais.
      Todavia, a falta de fiscalização dos órgãos públicos sobre os institutos de pesquisa torna possível atrocidades como a que ocorreu no Instituto Royal, em 2013, no qual ativistas resgataram diversos animais em estado de extremos maus tratos. Outrossim, falta investimento em alternativas viáveis que não utilizem animais nas indústrias, mas que mantenham os preços acessíveis e os produtos seguros para uso humano. Além disso, também falta interesse, uma vez que o ser humano se julga no direito de explorar todas as espécies, inclusive seus semelhantes, à exemplo das experiências feitas por Mengele durante o nazismo, que se justificavam pelo avanço médico que iriam trazer ao mundo.
      Por isso, é imprescindível adotar medidas que unam o avanço das pesquisas e acabem com os abusos e testes em animais. Para isso, inicialmente, é necessário que órgãos públicos, como a Anvisa, aumentem a fiscalização e tornem as multas mais rígidas para àqueles que violarem as leis. Por outro lado, é preciso que o Conselho Nacional de Experimentação Animal torne as leis mais severas, limitando ao máximo o uso de animais e as condições em que devem ser tratados. Por fim, é indispensável que o Governo Federal aumente a verba dos institutos de pesquisa públicos, para que gradualmente os animais fiquem livres da exploração em pesquisas e testes.