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    Durante a Segunda Guerra Mundial, os prisioneiros foram coagidos a participar de experimentações científicas, na qual milhares de pessoas foram torturadas e mortas. Após o ocorrido determinou-se que teste em humanos fossem restrito. No contexto atual, ocorre o embate entre a comunidade científica e grupos de defesa dos direitos animais, acerca da ética do uso de animais como cobaias. Nesse sentido convém analisar os princípios que motivam a rejeição por parte de determinados grupos sociais à essas práticas.
          Em primeiro lugar, é preciso entender que os testes em animais são realizados como base cientifica para o desenvolvimento tecnológico, a partir dessas pesquisas produtos serão comercializados para fins humanos. No entanto não se tem a garantia de que os resultados obtidos em cobaias sejam os mesmo no organismo humano, como por exemplo a talidomia, medicamento comercializado para sedação, os testes em roedores não demonstraram malefícios, porém ao ser utilizado no tratamento de enjoos para mulheres grávidas, causou má formação fetal em milhares de crianças no mundo. O fato demonstra que apesar das análises realizadas quando o produto chega ao mercado os consumidores que irão testá-lo, pois somente essas pessoas podem exibir os reais sintomas colaterais. Sendo assim, a prática apresenta-se inviável, além do descaso e violação com a sociedade.
          Em contrapartida, interessa lembrar que quando se trata de animais, parte-se do pressuposto de que são vidas, possuem sentimentos físicos e emocionais, e esses experimentos os infringem, pois em muitos casos, não há utilização de anestésicos, podendo envolver a vivissecção. Esses seres não possuem a função de servir, devem ser protegidos e respeitados. As pressões são exercidas por diversas ONGs pelo mundo, como a Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais (PeTA), ela emite selos que assegura que a empresa não utiliza nenhum tipo de testes em animais durante todo o processo de fabricação dos produtos, segunda a mesma, 37 países já aprovaram leis para proibir total ou parcialmente a prática.
           Por todos esses aspectos, torna-se fundamental perceber que a erradicação dessas práticas tortuosas dependem principalmente das ações do poder legislativo de restringi-las em alguns setores das industrias, pois existem meios alternativos, como cálculos matemáticos e computacionais, técnicas in vitro com tecido de seres humanos ou animais, juntamente com os consumidores, no momento da compra optarem por mercadorias que possuem o selo "livre de crueldade", mas não somente, deve-se haver mobilizações, a tomada de consciência da população e a exigência de informações por parte das indústrias, para que assim os indivíduos corroborem com aquilo que respeita os seus valores éticos.