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    Os testes em animais surgiram no contexto da 2° Guerra Mundial para substituir "cobaias" humanas. Os animais, tratados como coisas, são submetidos a cruéis experimentos, como por exemplo, injeções de diversos compostos bióticos e abióticos. No entanto, já existem métodos alternaticos que substituem a presença animal.
       O ativismo em prol dos animais tem crescido e influenciado em muitas decisões, como o Projeto de Lei que ocorreu no Senado no mês de agosto de 2019, que propõe que os animais não humanos sejam detentores de direitos básicos. Além disso, a Universidade de Brasília (UNB) terá disciplina sobre direito animal para contribuir com o crescente reconhecimento da senciência destes. Porém, muitos cientistas não os abandonam nos testes.
       Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), de Campinas, interior de São Paulo, deram um grande passo para o fim do uso de animais em testes de medicamentos. Os cientistas criaram em laboratório órgãos em miniatura a partir de células humanas e testaram o medicamento paracetamol, o que resultou de forma muito semelhante ao organismo humano. Os pesquisadores afirmaram que o método é muito mais barato, eficaz e que pode retirar os animais dos laboratórios dentro de três ou quatro décadas.
       Visto que os testes em animais podem ser substituídos e que esses seres são considerados sencientes, deve haver incentivo por parte da comunidade científica e dos ativistas pelos direitos dos animais, por meio de campanhas e manifestações, à utilização de métodos alternativos de testes, que além de beneficiar milhares de animais, o evento seria um grande avanço na ciência do país. Quem sabe, assim, o fim dos testes em animais deixe de ser uma utopia para o Brasil.