O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil.

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    Em 1957 a URSS enviou o primeiro ser vivo ao espaço. A cadela Laika foi até onde nenhum homem jamais fora até então. Contudo, ela morreu dias depois por conta das sequelas da experiência. No Brasil, onde as pesquisas científicas ainda se encontram num estágio inicial, o uso de animais no meio acadêmico ainda possui aspectos positivos e negativos.
        Por um lado, as experiências com animais geram resultados mais conclusivos e próximos da realidade. Por exemplo, o Projeto Genoma estima que os ratos e seres humanos compartilham mais de 99% de seus genes, o que justifica sua maior credibilidade. Além disso, o custo benefício é mais elevado pois são resultados mais seguros e por menos trabalho. Para ilustrar uma situação: não valeria a pena arriscar a vida de milhares de pessoas em um remédio quando se poderia estar entregando um produto final superior.
        Por outro lado, são as pesquisas más conduzidas que geram as atrocidades com os animais, como no caso dos beagles do Instituto Royal em 2013, no qual dezenas de cachorros dessa raça sofriam maus tratos e eram submetidos a testes bárbaros. Tendo em mente o uso de seres vivos irracionais em experiências, no século XVIII o filósofo Jeremy Bentham levantou a questão: "eles sofrem?", para ser respondida 200 ano depois por Richard Dawkins que sim, tanto quanto os seres humanos.
          Portanto, mesmo que o uso de animais no âmbito científico beneficie a humanidade é preciso buscar soluções a fim de acabar com os maus tratos causados neles. Os institutos de pesquisa devem incentivar o refinamento dos testes de maneira que causem menos dor por meio do investimento em simulações virtuais para complementar resultados da realidade. Além disso, o governo deve promover a fiscalização dos laboratórios e das condições de vida desses animais. A tecnologia move o mundo, como disse Steve Jobs, mas somente o homem pode movê-la para o bem.