O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil.

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    Segundo René Descartes "Os animais não tem alma, são incapazes de sentir e sofrer". No entanto, por meio dos avanços científicos, foi possível comprovar que animais são seres capazes de sentir. Nesse sentido, existe um embate com relação ao uso desses indivíduos para pesquisas, visto que há uma perturbação aos seus corpos. Porém, mesmo com os avanços, a ciência não conhece o corpo humano totalmente, o que torna necessário o uso de cobaias para compreender a fisiologia. Diante disso, é preciso analisar as causas e consequências para o uso de animais em experimentos. 
       Primeiramente, os avanços tecnológicos possibilitaram o desenvolvimento da ciência e fez com que ela ampliasse o seu conhecimento sobre o corpo humano. Por isso, o uso de animais, por anos, foi uma alternativa para os cientista, o que era considerada uma prática comum, pois facilitava a compreensão sobre o funcionamento de substâncias nos sistemas, por meio de cobaias. Contudo, o livro do professor Peter Singer "Animal Liberation" se tornou polêmica mundial, o que abordava as práticas em que camundongos eram submetidos pela indústria. Dessa maneira, os órgãos públicos, pressionados pela população, passaram a regular o uso de animais em experimentos, segundo dados do Jornal Folha de Pernambuco. Como consequência, a ética social demanda da comunidade cientifica o uso controlado de ratos e camundongos em pesquisas e experimentos, de acordo com a lei Crimes Ambientais.
       Ademais, apesar de haver diversos dados e pesquisas sobre o corpo humano e sua fisiologia, a espécie homo sapiens ainda é uma incógnita para os cientistas. Dessa forma, de acordo com o site "Terra", o genoma, toda informação genética de um organismo, dos camundongos é semelhante ao dos seres humanos, o que justifica o uso desses roedores em testes de substâncias que poderão ser usadas, posteriormente, em humanos. Todavia, segundo o médico veterinário Murilo Vieira o objetivo dos estudiosos é substituir o uso de animais por recursos alternativos. Ou seja, os atuais testes em animais utilizam recursos moleculares para não afetar esses seres, o que garante uma redução na quantidade de cobaias necessários. Por isso, o uso da tecnologia colabora para que, cada vez mais, o uso de animais não seja inevitável para a obtenção de resultados dos impactos do uso de substâncias. 
       Torna-se evidente, portanto, a necessidade de trabalhar no avanço da ciência e conhecimento do corpo humano. Dessa forma, é necessário o investimentos em técnicas moleculares para que não seja necessário o uso do corpo do animal para estudo. Para que isso seja possível, o poder Executivo e Legislativo deve liberar verbas para que os estudos sejam financiados. Assim, as políticas públicas serão encaminhadas para centros de pesquisas e universidades. Como resultado, as pesquisas e os experimentos com camundongos serão seguras e irão diminuir o quantitativo de animais em testes.