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    Sabe-se que o advento da modernidade beneficiou as mais variadas áreas da ciência brasileira, como por exemplo, a medicina, com o desenvolvimento de remédios mais eficazes. Entretanto, o preço disso tudo é o uso de animais em pesquisas e testes científicos que, no Brasil, é problemático. Assim, deixando perguntas como estas: por que isso ocorre? Como resolver essa questão?
      Em primeiro lugar, um dos principais motivos que torna o uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil problemático é o fato de não haver uma fiscalização adequada. Pois, de acordo com o Paulo Nascimento, biólogo e escritor do livro "Darwin Sem Frescuras", em uma de suas palestras, essa fiscalização inadequada pode levar a negligências e maus-tratos, visto que, por exemplo, muitos laboratórios, infelizmente, dão preferência ao lucro da venda de seus remédios, desse modo, não se importam em romper com os limites morais da sociedade brasileira, em experiências com animais, para a criação de novos fármacos com um potencial de lucro alto.
    
      De mesmo modo, outra problemática do uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil são os baixos incentivos ao desenvolvimento de métodos alternativos, como a biotecnologia. Esse fato se dá pois perpetua uma prática que, mesmo com normas de conduta por órgãos reguladores que, no Brasil, é a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), ainda é muito criticada e debatida. Ademais, países como os EUA (Estados Unidos da América) investem pesadamente na biotecnologia pois advogam que é um futuro menos custoso, pois não será mais necessário a compra e a manutenção dos animais para o teste, além de outros custos derivados dele.
    
      Destarte, entendendo que as principais problemáticas do uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil são a fiscalização inadequada e os baixos incentivos ao desenvolvimento de métodos alternativos, cabe ao Governo Federal prevenir que ocorram maus-tratos com os animais em situação de teste, por meio de maiores investimentos na Anvisa, para que ela possa fiscalizar melhor esses experimentos. Por fim, o Ministério da Educação deve incentivar pesquisas e testes alternativos com o uso da biotecnologia, como os EUA, mediante mais investimentos e incentivos a pesquisas nas universidades públicas, para que o uso de animais acabe no futuro e que seja um processo mais barato.