O uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil.

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    Comenta-se, com frequência, a respeito do uso de animais para testes em laboratório. Esse assunto tem se tornado muito polêmico, houve até ataques a institutos, um exemplo disso, é o Instituto Royal, onde ocorreu uma invasão em busca de cães, e foi acusado por maltratar cães da raça Beagle. Há uma grande discussão entre defensores de animais e cientistas. Onde, de um lado dizem que é algo cruel que pode ser evitado, e de outro, que é algo indispensável.
    
        Inicialmente, alguns cientistas argumentam que, sem os testes, as prateleiras das farmácias estariam vazias. Não haveria como criar novos remédios sem experimentá-los antes em bichos de laboratório. Os cientistas ressaltam também que seguem rígidos protocolos e códigos de ética que garantem o bem-estar e impedem o sofrimento dos animais. Já os defensores, argumentam que a União Europeia aprovou, neste ano, novas regras que restringem o uso de animais em testes científicos. A medida é resultado de protestos de organizações que são contra tais experimentos. Os ativistas afirmam que os estudos são ineficazes e que drogas perigosas, como a talidomida , foram parar no mercado mesmo depois de testadas.
         Por outro lado, sabemos que há empresas que não testam em animais, então porque outras precisam testar? Em 1959, o zoologista William Russell e o microbiologista Rex Burch publicaram um livro em que estabeleceram os três R’s das pesquisas em animais: substituir, reduzir e refinar. Para eles, a substituição de animais em experimentos científicos já avançou muito, podendo ser utilizado, no lugar de animais, culturas de células, simuladores e modelos matemáticos. Ainda segundo Russell e Burch, os experimentos devem ser mais bem planejados e as instalações adequadas, com pesquisadores capacitados para fazerem pesquisas em animais. Outro motivo para evitar esse tipo de teste, é que são testes cruéis, desnecessários e antiquados, que causas danos e até morte para animais inocentes.
        Na luta para acabar com os testes de laboratório em animais, os três "Rs" fazem toda a diferença. Onde seu princípio, prega a preferência, sempre que possível, por métodos de pesquisa que dispensem animais, a redução do uso de cobaias nos testes e a aplicação de técnicas que minimizem o seu sofrimento. Dessa forma, as empresas, devem fazer simulações usando computadores e softwares, de maneira a reduzir o número de animais usados em testes. Em adição, há tecnologias que simulam a biologia humana e a progressão de doenças e preveem a toxicidade de produtos químicos, e com a ajuda de pesquisadores, podem facilitar esses testes sem animais.