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    De acordo com a Declaração Universal dos Direitos dos Animais é assegurado à todos o tratamento com respeito e dignidade. No contexto atual, entretanto, tal cenário idealizado não se estende á questão do uso de cobaias vivas em pesquisas e testes científicos no Brasil, visto que são vítimas de sequelas em estudos malsucedidos e maus-tratos. Nesse sentido, convém analisar como o tecido social e o poder público impactam negativamente nessa problemática. 
        Em primeiro lugar, o baixo consumo de produtos livres de qualquer teste ou substância animal é o principal responsável pela permanência da negligência à esses seres vivos. Isso acontece, pois os altos preços das mercadorias veganas transferem a preferência do consumidor às escolhas mais baratas, visto que a discrepância de valor é em torno de 45%, de acordo com dados divulgados pelo Portal G1. Dessa maneira, a indústria da violência é financiada e, consequentemente, propaga-se o desrespeito e o menosprezo pela vida.
        Por conseguinte, a indiligência e inoperância estatal em garantir o cumprimento das normas éticas representa um impedimento para o avanço científico brasileiro. Isso é afirmado, uma vez que, apesar do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal criar regulamentos protetivos aos animais usados em testes, muitos são vítimas de transtornos psicológicos e ferimentos letais nesses segmentos. Dessa forma, é inadmissível a permanência desse cenário, pois contradiz os direitos assegurados na Declaração Universal.
       Fica evidente, portanto, que o uso de animais em pesquisas no Brasil sofre com a cultura da sociedade e a inércia do poder público. À vista disso, faz-se necessário que o Ministério da Educação invista em estudos de métodos alternativos, por meio de parceria com grandes empresas associadas á proteção animal, a fim de reduzir a participação desses em testes científicos. Além disso, ONGs, como a Ampara Animal, alinhados à mídia, devem incentivar a preferência por produtos veganos, através de campanhas publicitárias, com o objetivo de integrar essas mercadorias ao dia-a-dia dos brasileiros e reduzir o investimento em indústrias não relacionadas ao bem-estar da fauna. Somente assim, os direitos assegurados na Declaração começarão a serem concretizados.