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    Nas últimas cenas do conto A Causa Secreta, de Machado de Assis, Fortunato tortura um rato por prazer em observar o sofrimento alheio. Diante disso, pode-se analisar a relevância da utilização de seres vivos para satisfazer vontades humanas. Nesse contexto, é evidenciada a imprudência no uso de animais em pesquisas e testes científicos no Brasil, ao sobrepor fins lucrativos à vida dos mesmos. Destarte, é fundamental analisar as problemáticas referentes à essa prática no mundo contemporâneo.
      Convém ressaltar, a priori, que questões éticas deveriam ser consideradas no que refere-se ao uso de animais em pesquisas e testes científicos. Embora, no caso objetivar o desenvolvimento tecnológico, controle de qualidade de drogas, cosméticos, etc, a Lei N°11.794 permita essa prática, diversos seres são torturados e, muitas vezes, adquirem danos irreversíveis. Além disso, quando os mesmos tornam-se inúteis aos testes, são descartados irregularmente para sua morte.
      Ademais, os altos custos envolvidos nos testes in vivo são outra problemática considerável. Isso porque, para manter os animais nessas instituições, são necessários alimentação e equipamentos adequados e estabelecimentos que possibilitem a permanência desses no local. No entanto, muitas empresas, visando evitar gastos extras, são insuficientes nesse quesito, resultando em invasões por ativistas. Exemplo disso é o caso do Instituto Royal, que teve seus cães Beagles levados após uma  denúncia de maus tratos aos mesmos.
      É imprescindível, portanto, a tomada de medidas atenuantes ao entrave abordado. Para isso, Institutos de pesquisa devem procurar novos métodos, através de tecnologias avançadas, que substituam, parcial ou totalmente, o uso de animais em testes e pesquisas científicas. Outrossim, a sociedade, por meio das mídias sociais, deve promover campanhas a fim de pressionar as empresas e, consequentemente, fazer com que essas utilizem métodos alternativos nos seus testes.