Enviada em: 27/09/2017

Dentre as teoria demográficas da Geografia, a teoria reformista defende que o subdesenvolvimento de um país acarreta alto índice populacional. Dessa forma, a falta de medidas de controle de natalidade, como o planejamento familiar, gera problemas como gravidez na adolescência, abortos. Fatores de ordem cultural e social caracterizam os desafios para a implantação desse projeto no Brasil.      É importante salientar, de início, que há uma cultura social que determina o sexo como sendo um tabu. Com isso, as pessoas apresentam certo constrangimento para abordar o assunto e este acaba sendo, muitas vezes, evitado. Como consequência, os responsáveis deixam de estabelecer um diálogo com os filhos sobre o tema e de passar as instruções necessárias e os alertas sobre os riscos de não usar preservativos, como contrair uma doença.     Outrossim, como causa da marginalização dos negros houve a formação das atuais comunidades. Estas, nas quais o Estado não se faz muito presente, são marcadas, em sua maioria, pela vulnerabilidade social, promiscuidade, maior desinformação e menor acesso à contracepção. Logo, uma criança que nasce em um ambiente como esse cresce escutando letras de "funk" que apresentam forte apologia ao sexo.       É notória, portanto, a relevância de fatores de cunho cultural e social na temática supracitada. Nesse viés, cabe à escola, em parceria com a família, realizar projetos de educação sexual visando quebrar o tabu e conscientizar os alunos. Tal medida pode ser efetivada por meio de palestras, trabalhos dinâmicos, debates em sala de aula e diálogos esclarecedores. Ademais, é fundamental que o governo, em consonância com a mídia, promova campanhas sobre o planejamento familiar e a informatização das pessoas na comunidade. Para isso, é necessário a distribuição gratuita de preservativos, a criação de estabelecimentos com profissionais da saúde para atender e esclarecer dúvidas, bem como  a divulgação de propagandas nos principais veículos de comunicação.