Enviada em: 21/05/2017

Desde a Idade Média a sociedade se organiza em classes sociais, nas quais determinam estruturas de poder para com seus ordenados, Porém, a partir da Revolução Industrial, com a exaltação da classe média, a realidade se transformou. Mas, apesar desses contexto, a população mundial hodierna se encontra em uma situação de supervalorização material, o que se tornou grande obsessão, capaz de fazer ultrapassar quaisquer limites, remetendo-se ao período medieval.     A busca crescente pelo sucesso e, consequentemente, ao poder, tem se agravado cada vez mais. Recentemente, a enorme repercussão pelo "Rei do camarote" evidencia que o objeto de comando atual se limita a sua riqueza e prestígio. Ainda, o mundo da ostentação mostrando a exibição como foco e objetivo da grande maioria. Conclui-se, então — junto aos exageros, tais como riscos médicos, a exemplo de Andressa Urach, que se submeteu a procedimentos com hidrogel, totalmente prejudiciais; e à mídia, a grande disseminadora e dona de praticamente todo controle circunstancial— que o limite e a noção já não existem, resultando em tal cenário verdadeiramente caótico.     Por outro lado, a desigualdade socioeconômica, fruto da exploração financeira e concentração de riqueza apenas em parcela da população faz com que a divisão entre castas se intensifique deveramente. Assim, nos deparamos com mais uma eminência da ausente estrutura para estabilidade nacional e mundial, essenciais para todo e qualquer progresso.     Portanto, a partir da realidade apresentada e a inegável e emergente necessidade de reversão, uma maior presença estatal, controlando os abusos midiáticos, somado à conscientização individual, são cruciais. Assim, é possível a garantia de desenvolvimento e estabilidade em todos os âmbitos: político, econômico e social, e contribuindo para a evolução em contraponto ao atual retrocesso medieval....