Enviada em: 22/06/2017

Desemprego, fome, miséria, contas atrasadas, muita dor de cabeça e preocupação; um cenário preocupante no qual se encontram mais de 2 milhões de brasileiro, de acordo com o Banco Mundial.  A situação de pobreza no Brasil que fora retratada de diversas formas nos livros da literatura nacional, principalmente nos de Ariano Suassuna, ainda está presente fora das páginas atualmente e pode ser revertida; como disse Nelson Mandela: "A pobreza não é algo natural. Ela foi criada pelo homem e, por isso, pode ser erradicada e superada por meio de ações".       Muitas vezes busca-se desprezar alguns fatos sociais usando como justificativa o famoso ditado popular que diz: "O que os olhos não veem, o coração não sente". Por isso, ignora-se o menino que faz malabarismo no sinal para conseguir dinheiro e o mendigo que pede esmola. A filósofa norte-americana Ayn Rand certa vez disse que "pode-se ignorar a realidade, mas não se pode ignorar as consequências de ignorar a realidade", e é isso que muitas pessoas, principalmente as de classes mais altas, têm feito - fechado os olhos para a pobreza acreditando que um dia ela irá sumir espontaneamente, achando que a ação de caridade feita em algumas ocasiões, para desencarrego de consciência, resolve a situação; enquanto isso, a situação de quem já era pobre de bens materiais fica da vez pior e os ricos ficam cada vez mais carentes de espírito solidário e de empatia para com o próximo.       Alguns atribuem a culpa da pobreza à falta de escolarização, esquecendo-se dos muitos jovens especializados, os quais se encontram desempregados devido a pouca quantidade de empregos disponíveis e a elevada mão de obra disponível no país. Pensando nessa questão, o governo criou um programa chamado Bolsa Família, o qual consiste em um auxílio para famílias de baixa renda e seu valor, assim como a manutenção do benefício, depende da quantidade de filhos e da frequência escolar, respectivamente; o programa visa a ajuda financeira e o incentivo à educação de crianças. Mas vale salientar que a qualificação não é o único fator que contribui para a pobreza; um país em crise, com falta de capital e um má governação também favorecem a perpetuação do problema.       Portanto, fica claro que a sociedade precisa tirar a venda dos olhos, parar com o elitismo e ser mais solidário. Cabe ao governo também uma fiscalização dos programas sociais para impedir a corrupção e garantir que os mesmo sejam designados a quem realmente necessita; assim como investir em escolas e infraestrutura, garantindo também o acesso das mesmas a toda população. Ademais, o Estado deve criar projetos os quais visem a inserção de mais empregos no mercado, conjuntamente com empresas privadas, buscando a amenização ou até mesmo erradicação do problema. "Superar a pobreza é um ato de justiça", disse Nelson Mandela; então que faça-se justiça....