Enviada em: 18/07/2017

Segundo Sartre, filósofo francês, o ser humano é livre e responsável; cabe a ele escolher seu modo de agir. Nesse sentido, com o avanço da poluição sonora, recai sobre o homem o compromisso de tornar o ambiente menos insalubre. Destarte, no século XXI, a preocupação com os efeitos do som no meio ambiente, reflete essa realidade.       Primeiramente, o drama encontra paralelo na falta de respeito às normas legais. Segundo a Constituição Federal de 1988, o meio ambiente equilibrado deve ser mantido pelo Estado e pela sociedade. À vista de tal preceito, a falta de camaradagem leva inúmeros brasileiros a ligarem sons e fazerem barulhos a cima do permitido pelo Código Penal. Consequência disso são as doenças de origem auditivas, bem como as de ordem psicossocial oriundas da perturbação do sono. Destarte, Durkheim afirma que o fato social é a maneira coletiva de agir e pensar. Ao seguir essa linha, observa-se que grande parte dos indivíduos assimilam o agir próprio desrespeitando o direito coletivo.       Outro fator preocupante são os conflitos gerados pela poluição auditiva. Segundo dados da Secretaria Nacional de Segurança Publica, 65% das chamadas de emergência destina-se à apaziguar brigas de vizinhos em que o problema central é o "som alto". Conforme Paulo Freire, pedagogo brasileiro, é necessário a busca por uma "cultura de paz". De maneira análoga, os conflitos gerados por poluição sonora devem buscar a solução sempre com vistas no equilíbrio e no bom senso.             É preciso que os indivíduos assumam, portanto, suas responsabilidades frente ao direito do sossego é da saúde de outrem. Dessa forma, cabe a Secretaria de Meio Ambiente ampliar o número de fiscalizações com intuito de reduzir os índices de poluição sonora. Além disso, urge que a imprensa, através de comerciais e propagandas, deve difundir a conscientização do limite de decibéis permitido, reduzindo, assim, o desconforto do barulho de som. Por fim,  poder-se-á satisfazer a idei...