Enviada em: 02/06/2019

"Se for pra tombar, tombei", este trecho da canção de Karol Concar se auxilia da palavra "tombar" que significa reconhecer o valor histórico de um bem e preservá-lo. Entretanto, nota-se que cada vez mais o Brasil distancia-se na aplicação desse conceito, posto que o país enfrenta uma crise na preservação de seus patrimônios. Assim, é fulcral a abertura de um debate sobre o problema, pautando o descaso do Estado e da população brasileira.       Primeiramente, é elementar constar a displicência do governo como um dos principais fatores desse óbice, uma vez que a falta de destinação de verbas, com o intuito de restauração - que quando ocorre, é feito de maneira inapropriada, trazendo mais prejuízos - é predominante. Com essas condições, ver-se patrimônios em péssimo estado, que acabam sendo interditados. Segundo o Ministério do Planejamento, apenas 10% das verbas foram destinadas aos patrimônios - 160 milhões dos 1,6 bilhões prometidos - em um período de 2013 a 2018. Partindo desse pressuposto, vê-se que é imprescindível acelerar a destinação do orçamento, para minimizar o problema precípuo.         Por conseguinte, a falta de conscientização da população também se torna um dos principais aspectos agravantes da circunstância, já que, por aspectos históricos, os brasileiro foram acostumados a venerar o que não é deles, consequentemente, não se tem uma alta taxa de patriotismo, deixando-os letárgicos no ato de conhecer sua própria história. De acordo com registros fornecidos pelo Museu Nacional e pelo Louvre, localizado na França, o número de brasileiros que visitaram o museu francês é 50,5% superior à visitação total da instituição brasileira. Diante disso, percebe-se o descaso populacional em relação aos construções que são resquícios da história do país.           Dessarte, observa-se o quanto é mister atenuar o problema na conservação dos patrimônios históricos. Portanto, o Ministério da Educação, por meio de investimentos na educação, deve tornar obrigatório às escolas visitas aos prédios que façam parte da história de sua cidade (tanto públicas quanto particulares), a fim de incentivar o conhecimento histórico na população. Também, o Ministério do Planejamento deve acelerar seu direcionamento de investimentos aos monumentos, dando privilégio a esse investimento em relação a outros (chamando empresas especializadas nesse tipo de reparo), com o intuito de aligeirar a reforma desses lugares. Desta maneira, a palavra "tombar" na canção de Karol Concar será aplicada, tornando os patrimônios inolvidáveis.