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    De acordo com a obra Canção do Exílio, do autor Gonçalves Dias, "Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá, as aves, que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá". É notório que o Brasil é dono dos maiores ecossistemas e biodiversidades existente no planeta. Não há dúvidas que, na contemporaneidade, essa variedade de fauna e flora está tendo o seu bioma ameaçado, não só por questões socieconômica, mas também, pela má gestão da ocupação ilegal de assentamentos rurais. 
      Em primeiro lugar, a atividade agrícola é um fator que impulsiona o processo de desmatamento na Amazônia. Desde a década de 1990, a intensificação da monocultura voltada para o cultivo da soja, na região norte, vem a cada ano aumentando a sua produção, visto que, conforme pesquisas divulgadas pelo G1, em 2018 o país exportou um recorde de 84 milhões de toneladas de grão. Tendo em vista esse aspecto, essa atividade não só devasta o habitat de espécies silvestres, como também polui os lençóis freáticos, devido o uso exacerbado de agrotóxicos e fertilizantes usados para aumentar a produção e controlar pragas. Desse modo, extinguindo a terra das palmeiras onde canta o sabiá.
      Além da atuação econômica, vale ressaltar a presença de assentamentos agrários em áreas de reservas ecológicas. Segundo dados disponibilizados pelo IBGE, 60 milhões de hectares da região que compõem a floresta amazônica, são ocupadas por famílias ruralistas que não possuem condições financeiras para comprar um pedaço de terra. Ademais, a falta de conhecimento dos assentantes perante a legislação ambiental dificulta o respeito à áreas de preservação. Em virtude disso, a ocupação ilegal das terras, gerando consequentemente, o desmatamento para a construção de moradia.
       Dessa maneira, antes que a região deixe de ouvir o canto do sabiá, medidas são urgentes para impedir à evolução desses empecilhos. Portanto, o Ministério do Meio Ambiente associado a empresas tecnológicas, fiscalize de forma eficaz, áreas de atividades agrícolas por meio da utilização de ferramentas geotecnológicas, para impedir a expansão exacerbada do desflorestamento. Ademais, o Governo juntamente com arquitetos especializados na área, devem fornecer moradias em áreas legais, por meio do desenvolvimento de projetos sustentáveis que visem o bem-estar da família e do meio ambiente.