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    De acordo com o escritor Euclides da Cunha, o progresso das sociedades humanas é inevitável, estando relacionado ao crescimento econômico. Nesse sentido, a atual condição da Floresta Amazônica demonstra que tal conquista recai sobre a natureza na forma de impactos desastrosos, em face de demandas governamentais e econômicas no cenário hodierno. Sendo assim, coibir a utilização abusiva desse bioma e fomentar a responsabilidade recíproca do Brasil e do mundo soa como substancial na busca pelo equilíbrio desse ambiente.
        Em primeiro lugar, esse cenário recai sobre o caráter governamental. Apesar dos avanços obtidos no combate à destruição da floresta, o Brasil caminha na contramão da manutenção ambiental. Isso porque, houve uma notável diminuição das políticas nacionais de proteção para facilitar a exploração econômica da região e ocultar seu impacto ambiental negativo, conforme dados do jornal '' New York Times'', os quais destacaram que as multas aplicadas pelo Ibama na Amazônia caíram cerca de 20% nos últimos seis meses. Assim, essa conjuntura demonstra que as manobras feitas pelo Estado inviabilizam a manutenção da região amazônica, o que justifica as cobranças internacionais. 
         Ademais, a economia reflete as diretrizes históricas tupiniquins. Um processo iniciado há séculos e que ampara a base do desenvolvimento nacional, o agronegócio é uma das atividades que mais contribuem com o PIB, ao criar uma relação de dependência com os recursos naturais e dificultar a regulamentação das medidas de proteção. Consequentemente, se o amparo brasileiro não é suficiente para promover essa defesa, é natural que tais mudanças preocupem o cenário internacional. De fato, o papel de outros Estados é essencial nesse panorama, já que aumenta a cobrança tanto das autoridades quanto da população, o que pode gerar maior seriedade por parte dos dirigentes.
        Infere-se, portanto, que obstáculos estatais impedem a efetiva proteção da Floresta Amazônica. Para modificar essa realidade, é necessário, em primeiro lugar, maior seriedade por parte do Ministério Público Federal, ao dificultar o abuso de recursos e punir de forma efetiva os infringentes, por meio da Lei da Política Nacional do Meio Ambiente, com o intuito de regulamentar as formas de exploração de forma plena. Além disso, cabe aos outros países exigirem que o Brasil mantenha a integridade dos recursos amazônicos, via cobranças e conferências em solo nacional, a fim de incentivar a sociedade a lutar pela conservação desse patrimônio.