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    Desenvolvimento abusivo 
            Desde o início do século XVI, com a chegada oficial da colonização portuguesa ao Brasil, cultiva-se a ideia de que os recursos naturais são infinitos. Somado a isso, a hodiernidade capitalista prioriza o consumo em detrimento aos patrimônios que a Amazônia proporciona, os quais são fundamentais para as espécies locais, inclusive a humana. Como resultado, a floresta amazônica encontra-se extremamente ameaçada pelo desmatamento. Dessa forma, é dever do Estado e dos cidadãos brasileiros garantir sua total proteção, haja vista que a maior parte da mata encontra-se em território nacional. 
         Primeiramente, a floresta amazônica despertou o interesse estrangeiro desde o Brasil Colônia, devido às “drogas do sertão”. Com o final do século XIX, iniciou-se o ciclo da exploração da borracha na Amazônia, devido ao elevado percentual de importação da matéria prima no território inglês durante a Revolução Industrial. Atualmente, a produção de soja e a agropecuária são os grandes responsáveis pela desflorestação desse importante hotspot, as quais propulsionam a ocupação de áreas as quais a preservação é de estrema importância devido a sua riqueza biológica. 
          Segundamente, o consumismo exacerbado imposto pelo sistema econômico atual promove uma hierarquização por meio do que e quanto se compra, o que provoca um aumento significativo da destruição do Bioma Tropical. Como cita o sociólogo polonês Zygmunt Bauman no seu livro “Modernidade líquida”, o capitalismo é um modelo parasitário e, como todos os parasitas, pode prosperar durante certo período, desde que encontre um organismo ainda não explorado que lhe forneça alimento. Ou seja, o hospedeiro que o mantém vivo é a natureza, essa é explorada e agredida em nome do desenvolvimento econômico e material. 
            É necessário, portanto, um olhar de alteridade diante aos problemas que acercam o uso abusivo e indevido dos recursos da fauna e flora amazônica. Por isso, os Governos Estaduais e Federais, juntamente com o Fundo Amazônia, devem promover a conexão entre as unidades de conservação locais, por meio de corredores ecológicos para que haja fluxo gênico das espécies locais e assim, não haverá partes da floresta inviáveis e vazias. Ademais, os Governos Estaduais e Municipais devem oferecer subsídios para os produtores rurais que substituírem os sistemas de agricultura tradicional pelo Sistema Agroflorestal, um modelo de plantio de alimentos que é sustentável e ainda faz a recuperação da floresta. Assim, o desenvolvimento econômico pode ser alcançado sem agredir o meio ambiente.