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    É comum pessoas de outros países terem uma imagem do Brasil como um território cercado por matas e animais silvestres. Tal idealização se deve ao fato de grande parte da Floresta Amazônica estar localizada em solo brasileiro. Nesse sentido, se o mundo reconhece a grandiosidade desse bioma, sua proteção deve ser responsabilidade de todos os países e não apenas do Brasil. No entanto, essa premissa tem sido ameaçada devido a uma onda de conservadorismo de grandes líderes e a uma falta de informação sobre como questões do meio ambiente afetam o planeta como um todo.
          A princípio, é preciso ressaltar como atitudes de líderes políticos prejudicam a conscientização ambiental. Nesse contexto, incluem-se os presidentes Donald Trump e Jair Bolsonaro, os quais negam publicamente as mudanças climáticas e contestam dados oficiais de desmatamento. Analogamente, pode-se afirmar que se trata de um discurso sofista, termo originado na Grécia Antiga para caracterizar posicionamentos pautados na “moral convencional”, na qual a verdade depende de quem fala e do interesse existente por trás. Dessa forma, ao dizerem apenas o que eles consideram como verdadeiro e contradizerem a ciência, eles influenciam a opinião pública. Além disso, transmitem a falsa ideia de que não há nada errado em continuar extraindo recursos de forma não sustentável, o que, inevitavelmente, agrava o problema da conservação da Floresta Amazônica.
          Somado a isso, convém salientar uma falha educacional em relação à geografia física, a qual não oferece aos estudantes conhecimentos suficientes em climatologia. Por conseguinte, eles não entendem a necessidade de se preservar a Amazônia e não sabem que se trata de uma questão com impactos globais, acreditando, muitas vezes, que as consequências do desmatamento são restritas aos próprios locais de desflorestamento. Acerca disso, convém citar como exemplo as ondas de calor na Europa, as quais vêm batendo recordes de temperatura e refletem como o clima do mundo inteiro pode ser afetado quando não há a preservação de grandes florestas como a Amazônia.
          Fica claro, portanto, que a proteção do bioma em questão é de responsabilidade de todos os países. Para atingir essa máxima, a Organização das Nações Unidas deve promover uma campanha de alerta sobre mudanças climáticas, por meio de propagandas contendo dados de pesquisadores veiculados didaticamente com gráficos e imagens, de forma a contestar afirmações de políticos que atrapalham a preservação ambiental. Ademais, cabe ao Ministério da Educação uma reforma escolar, mediante inclusão na grade curricular de atividades lúdicas como mostras culturais e convenções intercolegiais sobre geografia que ensinem aos alunos o equilíbrio interligado dos ecossistemas, com vistas a solidificar em toda a humanidade o dever de proteção da Floresta Amazônica.