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    É evidente o índice alarmante de violência manchete diária da imprensa nacional. Preocupa também o fato de as vítimas serem provenientes das classes mais desassistidas.
    Nos redutos onde a violência se faz mais presente é onde o Estado mais é omisso com relação à implementação de políticas públicas de educação, saúde, moradia e saneamento básico, abandonando essa parcela da população aos ditames do tráfico de drogas e ao poder paralelo das milícias. Por outro lado, as instâncias públicas aparelhadas para garantir segurança à população de um modo geral, por desvalorização salarial, rendem-se ao dinheiro fácil do narcotráfico e fornece serviços e armas de forma clandestina.
    Nesse sentido, é grave a omissão do Estado frente aos indicadores de violência, demonstrando sua inoperância e de algum modo sendo conivente com a chacina diária que ocorre em nosso país. Parece que coaduna-se com tal prática vendo nela uma forma de livrar-se do cidadão que representaria um "fardo" para o país. Ao mesmo tempo, deixar relegadas ao abandono histórico uma grande parcela de minorias é também u ato grave de violência para com o cidadão brasileiro que não enxerga nem de longe em tratamento igualitário por parte do Estado.
    Para reduzir as estatísticas crescentes de violência, há quem defenda a posse de armas ou a redução da maioridade penal, encarando uma problema de forma muito simplista. Há sim que oferecer a essa parcela desassistida da população oportunidades iguais de emprego, de educação, de saúde, de moradia e, principalmente, combater atos de corrupção que desvia verbas públicas para interesses escusos. Responsabilidade do Estado. Também se faz necessário incluir as crianças e os jovens na escola e no desporto. Dar posse de armas ao cidadão não resolve em nada o quadro de violência ao qual estamos expostos. Como disse Marilena Umezu, professora assassinada no massacre de Suzano, temos mesmo é que armar nossos jovens com livros.