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    Nos quadrinhos, o herói Homem-Aranha, lida com a violência urbana na cidade de Nova York utilizando seus super-poderes. No Brasil, por outro lado, sem o herói dos quadrinhos, o traje colorido e as teias de aranha, é rotineiro em noticiários os casos de criminalidade em centros urbanos. Os altos índices são produtos da desigualdade social, que incentiva o crescimento do problema, e a ineficiência das políticas de segurança pública. É, portanto, de suma importância a discussão e, posteriormente, a resolução dos entraves vinculados a questão.
            Em primeiro lugar, é necessário citar que o Êxodo Rural, ocorrido no final do século XX, provocou um deslocamento acentuado de pessoas da zona rural para a urbana, provocando um "inchaço" nas cidades, que por sua vez, não estavam preparadas para grandes contingentes populacionais. Esse fenômeno deixou evidente a falta de serviços básicos como: emprego, saneamento básico, saúde e educação. Dessa forma, houve a marginalização de grupos carentes em bairros periféricos das cidades, que por se encontrarem em situação precária também têm moradias mais baratas onde, na maioria da vezes, não são alcançadas por órgãos de segurança pública. Esses bairros acabam sendo controlados por facções criminosas, responsáveis pelo tráfico de drogas e crimes no local. Isso evidencia a exclusão causada pela desigualdade social.
      Por consequência, os órgãos de segurança pública tentam lidar com a violência. No entanto, índices obtidos de intervenções das Forças Armadas mostram que há mais malefícios na forma como atuam do que benefícios. Em fevereiro de 2018, no Rio de Janeiro, as Forças Armadas adentraram comunidades a fim de combaterem o tráfico de drogas e a violência. Os dados da intervenção são alarmantes: aumentou em 37% o número de mortes por tiroteios e, em contrapartida, a apreensão de armas caiu, de acordo com o Jornal O Globo. Com tantas informações é evidente a ineficácia de atuações sem o devido preparo e análise de casos isolados, provocando a piora da qualidade de vida da população que vive em locais como algumas comunidades do estado do Rio Janeiro.
         Desta maneira, para atingir de maneira hábil as necessidades da população brasileira, o Ministério da Justiça e Segurança Pública deve analisar, isoladamente, os casos de violência, a fim de obter uma forma mais eficiente de ação, além de promover treinamentos específicos para Forças Armadas e Polícias para que atuem de maneira eficiente e precisa, zelando pela vida dos civis. Paralelamente,os Ministérios de Saúde e Educação devem promover a melhoria de serviços básicos como, educação e saúde, dos moradores, isso resolveria ainda que discretamente o problema da desigualdade social. Tudo isso com o intuito de melhorar substancialmente a qualidade de vida dos brasileiros.