Violência urbana no Brasil

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    No início do século XX, o Brasil enfrentou um período de diversas mudanças  sociais. Contudo, com o fim do que ficou mais tarde conhecido como República Velha, surgiram, graças a políticas mal elaboradas, conglomerados urbanos onde a desordem e a violência passaram a reinar, as favelas.Tais lugares, aliado ao poderio do tráfico, proporcionou o locus ideal para o alastramento e o desenvolvimento do caos social pelo Brasil, contribuindo, assim, com os alarmantes e exponenciais índices de homicídios dos dias atuais.
       Assim posto, faz-se necessário a realização de uma análise a respeito dos aspectos que ladeiam o cenário da violência no Brasil. De acordo com um levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, no Brasil morrem mais de 60 mil pessoas anualmente por homicídios. Este dado explicita a total ausência de políticas eficientes no combate ao crime no país, especialmente nas comunidades ou favelas, pois é sabido que é de lá que os criminosos aliciam jovens e adolescentes e criam as exortações e agendas para a execução da maior parte dos crimes ocorridos nas grandes cidades.
      Supracitado alguns dos elementos que compõem a temática proposta, vale ainda mencionar o crescente número de mortes ocorridas pelo uso de armas de fogo. Conforme analisou o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, cerca de 70 por cento dos homicídios ocorridos anualmente são cometidos por armas de fogo. No entanto, é reconhecido que tais armamentos são oriundos do comércio internacional e ilegal de armas. Por isso, a alta frequência de mortes por armas de fogo aponta não só a ineficácia estatal para com a segurança direta nas cidades, como também para com a penetração de armamentos através das fronteiras do Brasil.
       Desta forma, é imprescindível a criação de políticas que venham causar a maior quantidade de contentamento possível, parafraseando Jeremy Bentham. Portanto, o Governo Federal deve fazer uma articulação entre o Ministério da Educação e o Ministério da Justiça, com o fito de criar, respectivamente, mecanismos educativos, como, por exemplo, aulas literárias nas favelas e exortações penais mais eficazes contra o tráfico. Assim, desenvolveria-se melhor a construção mental dos jovens e adolescentes dessas localidades e inibir-se-ia o sentimento de impunidade aos criminosos.Ademais, o Governo Federal deve investir mais recursos e treinamento ao exército para o monitoramento das fronteiras nacionais, desenvolvendo métodos de supervisão fronteiriças mais modernos, como, por exemplo, utilizando satélites. Fazendo-se isso, impediria-se a chegada de armas ilegais ao Brasil e sua concomitante posse por parte dos criminosos.