Violência urbana no Brasil

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    No mundo dos quadrinhos, uma criança que futuramente seria o Batman viu seus pais serem assassinados em um roubo e, desde então, passou a combater o crime. Já no mundo real, a violência também é parte do cenário urbano. Nesse contexto, a desigualdade social, a educação, o despreparo policial e a inoperância estatal são fatores determinantes para manutenção desse problema. Por isso, pensar em medidas para amenizar essa situação é fundamental para conter mortes e restaurar a segurança e ordem públicas.
          Em primeiro lugar, é preciso salientar que os responsáveis por manterem a segurança da população não desempenham eficientemente seu papel. Nesse sentido, de acordo com o sociólogo Max Weber, o Estado é o único detentor do uso legal da violência e faz isso por meio da polícia. Esta, por sua vez, é conhecida por abusar desse poder, visto que, por exemplo, aborda negros de forma extremamente violenta, vendo-os como suspeitos em qualquer situação; além de recorrentemente estar envolvida em atos de corrupção. Por essa razão, os cidadãos não se sentem seguros e os índices de violência não param de crescer: segundo o "Atlas da Violência", do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada, 153 brasileiros perdem a vida de forma violenta por dia no país.
    
          Em segundo lugar, existe uma perspectiva social que também é causa do problema. Nessa conjuntura, devido ao fato de o Brasil apresentar grande desigualdade social, é comum, principalmente nas comunidades mais carentes, que crianças cresçam em meio à violência, não completem seus estudos e acabem vendo o crime como opção mais fácil e mais rentável para seus futuros. Sob esse viés, o professor Julio Jacobo, em seu estudo "Mapa da violência", aponta que para cada jovem com curso superior vítima de homicídio, morrem outros 46 analfabetos. Esse dado demonstra como a educação pode ser decisiva para conter a violência urbana e como a presença dos jovens nas ruas ao invés de nas escolas é um estímulo à criminalidade.
    
          Fica claro, portanto, que a violência é um grave problema e um entrave ao desenvolvimento do país. Dessa forma, a fim de instaurar uma sociedade mais segura a todos, o Ministério Público deve oferecer cursos de treinamentos anuais aos policiais. Neles, por meio de palestras ministradas por sociólogos, os integrantes aprenderão abordagens menos agressivas e preconceituosas aos civis. Em soma, ONGS podem desenvolver projetos sociais contendo aulas de dança, música e esportes por professores voluntários a fim de tirarem as crianças da rua e oferecerem outras opções aos seus futuros. Assim, a violência pode diminuir e a população não precisará de super-herois para viver em uma cidade mais segura.