Violência urbana no Brasil

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    "A essência dos direitos humanos é o direito a ter direitos", a célebre frase da filósofa judia Hannah Arendt evidencia a necessidade de mudança de postura no que tange ao crítico quadro de violência urbana no Brasil. Tal situação é originada devido a duas causas principais: a desestrutura nas cidades e a apatia. Com isso,é urgente a necessidade de parceria entre governo e sociedade para amortização da referida problemática.
           O disposto no artigo 144 da Constituição Federal afirma, "a segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos". Nesse contexto, a violência urbana por ser um problema que está fortemente ligado a desestrutura das cidades contrasta com o disposto na Constituição, haja vista que,a formação de favelas e o estresse causado no trânsito são relevantes fatos que somam nos índices de violência. Sendo este ultimo(o tráfego), responsável por 210 mil mortes segundo levantamento feito pelo Observatório Nacional de Segurança Viária, o que gerá sérias consequências como gastos de ordem de 5,3 bilhões aos cofres públicos(fonte Departamento de Trânsito), assim, disponibilizando menos erário para o desenvolvimento nas cidades. Desse modo, investir na estrutura dos Estados e municípios é relevante para assegurar uma acomodação com qualidade desse contingente populacional e amenizar a violência.
           A posteriori, a apatia é um relevante tópico fomentador dessa problemática. Essa conjuntura valida-se no fato de que, segundo pesquisas da Folha de São Paulo houve 13 casos em dois anos de queimados só em Brasilia. Isso se deve ao que Arendt chama de Banalização do mal, em seu livro Eichmann que torna a percepção de violência inquestionável e ordinário perante os indivíduos, o que gera como consequência a contribuição para os números alarantes de 553 mil mortos no país. Tal fato somado a impunidade a qual chega a ser  8 são apurados em cada 100 segundo pesquisas do Ministério da Justiça. Assim, investir em medidas que promovam a empatia e demonstre a eficiência da  da justiça é relevante para reduzir os números de mortos de forma violenta.
          Portanto, a desestrutura nas cidades e a apatia são importantes vetores dessa problemática. Para desconstruir esse panorama é imperativo que o Estado invista em programas de construção de casas para esvaziar as favelas e assim reduzir a marginalização, do mesmo modo deve verticalizar o tráfego, e para tal contratar engenheiros e usar os subsídios destinados a esse fim, com fito de reduzir os casos de mortes e violência nesse âmbito; concomitantemente o Ministério da Segurança Pública deve aumentar o número de policiais de todas as esferas, por meio de concurso, para assegurar a o funcionamento da lei e garantir a segurança, com objetivo de reduzir a apatia e a violência urbana.