Violência urbana no Brasil

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    Fogo que não se apaga
        De acordo com o pensamento do filósofo inglês Thomas Hobbes, antes da sociedade civil, os homens viviam em uma situação hipotética denominada "estado de natureza". Para ele, os indivíduos, nesse local, seriam dominados pela ganância e, por isso, viveriam uma "guerra de todos contra todos". Apesar de fictícia, essa ideia ganha cada vez mais contornos de realidade, dado que o Brasil se encontra em um problemático quadro de violência. Cabendo, assim, analisar as causas desse cenário para propôr soluções.
        É válido apontar, em primeiro lugar, o desequilíbrio socioeconômico como um dos motores do estado caótico em que se encontram as cidades brasileiras. Mesmo diante da maior oferta de oportunidade de trabalho, saúde e educação, conquistada nas últimas décadas, o Brasil ainda figura como um país economicamente desigual quanto a distribuição da renda nacional. Por conseguinte, aqueles indivíduos que tentam se encaixar na lógica do capital, porém não dispõem das chances legais, muitas vezes, veem no crime uma ocasião para alcançar tal objetivo. O que explica, de certa forma, o aumento das taxas de violência urbana no país.
        Cabe ressaltar, ainda, que, incrementando esse "estado de natureza hobbesiano", se encontra o discurso de ódio. Seguindo a tendência mundial, o Brasil passou a abrigar antros de indivíduos extremistas. Camuflados pela bandeira contra a criminalidade e a favor do discurso acerca da moralidade social, essas pessoas disseminam o preconceito, a homofobia, o gênerocídio e a misogenia amplamente. Resultando, assim, em uma violência concreta nas ruas brasileiras, como ficou claro a partir das disputas eleitorais de 2018 no país. 
         Fica evidente, portanto, que tal cenário busca medidas para minimizar esse estado de violência. Para tanto, o Ministério da Família pode buscar reestruturar políticas públicas, como o Bolsa família e o Bolsa escola, a partir do combate às irregularidades administrativas. A fim de, dessa forma, buscar reduzir as desigualdades estimulantes ao crime. Ademais, a luta contra o discurso de ódio é fundamental. Cabendo as esferas responsáveis, como juízes e promotores, a imputação dos mecanismos legais, mediante a aplicação de leis contra o racismo e o feminicídio. Para que, assim, "as chamas da violência" não sejam otimizadas.