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    ''Palavra puxa palavra, uma ideia traz outra, e assim se faz um livro, um governo, ou uma revolução'', disse o bruxo do Cosme Velho em um de seus contos. Sob esse viés, destaca-se a necessidade, no Brasil contemporâneo, de um debate sério acerca desta questão tão cara ao bem-estar de nosso país: qual seja, a violência urbana. Assim, empecilhos como o desprovimento de serviços públicos ou, ainda, a alta taxa de reincidência criminal precisam ser superados.
          A priori , faz-se importante ressaltar que, a questão do desprovimento de serviços públicos, é um fator determinante da violência urbana. Ou seja, a falta de uma infraestrutura citadina adequada leva um contingente populacional à marginalização. Tal deficiência é resultado do acelerado crescimento das cidades brasileiras no século XX, que não foi acompanhado pela melhoria dos serviços básicos de uma sociedade, como escolas, bibliotecas, saneamento e outros. Como resultado disso, elevou-se os chamados ''bolsões de pobreza'', o que ocasionou a proliferação da marginalidade e, consequentemente, da violência.
         A posteriori, faz-se importante ressaltar a alta taxa de reincidência criminal do país, que segundo o ex-Ministro Extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann, varia de 40% a 70%. Tal problema é resultado de um sistema carcerário cujo o objetivo maior é o de punir, e não o de ressocializar o indivíduo. Como resultado dessa realidade, tem-se altos índices de recaída ao crime no Brasil.
         Diante dos fatos expostos, medidas devem ser tomadas a fim de diminuir a violência urbana no país. Para isso, o Ministério do Desenvolvimento Regional deve investir mais recursos na infraestrutura das cidades, como escolas e saneamento. Além disso, o Ministério da Justiça deve, junto com ONG's, firmar acordos para facilitar a inclusão de  ex-encarcerados de volta à sociedade com cursos profissionalizantes. Somente mediante a adoção de tais medidas será possível reduzir a violência nas cidades brasileiras.