Violência urbana no Brasil

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    O ideal iluminista dizia que através da educação e do exercício racional seria possível resolver grande parte dos problemas sociais . No entanto, quando se observa o aumento da violência, no Brasil , atualmente, verifica-se que esse ideal é constatado na teoria e não na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse sentido, é necessário analisar como o exacerbado individualismo moderno e a falha educacional se relacionam com a situação.
          A cultura pós-moderna e a falta de alteridade estão entre as principais causas do aumento da violência. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, as relações humanas atuais são marcadas pela liquidez, ou seja, contém um carácter egoísta e o outro é tratado como objeto e não como um semelhante. Diante de tal contexto, o indivíduo desse século tem dificuldade de ter uma visão inclusiva e tolerante, o que facilitará a atitude violenta quando ele estiver em discordância com algo. Dessa maneira, percebe-se um governo omisso na criação de medidas que combatam essa característica contemporânea, como por exemplo a falta de discussão da temática nas grandes mídias.
           Entretanto, a insuficiência educacional é o que permite que o problema supracitado permaneça presente no tecido social. Conforme o pensamento do professor Paulo Freire , na obra "Pedagogia do Oprimido", a educação deve fomentar a crítica e a construção cidadã do estudante. Contudo, Observa-se um caminho contrário a essa teoria no ensino brasileiro, que tem como molde pedagógico a solução de problemas rápidos e sem muita interação com o meio social, os processos seletivos para as faculdades exemplificam esse modelo. Consequentemente, esse aluno, na vida adulta, terá dificuldade de conexão humana e a crítica, o que abre espaço para execução da intolerância.
            É evidente, portanto, que ainda há entraves para a solidificação de um ambiente menos hostil. Com isso, o Governo Federal junto aos veículos midiáticos devem promover palestras televisionadas, com filósofos e sociólogos que debateriam sobre a pós-modernidade. Esses debates trariam a temática a fim de mostrar para a população os danos que o individualismo pode trazer para a vida comunitária e assim, combate-los. Ademais, o Ministério da Educação deve reformular o ensino básico e médio, através da inserção de dinâmicas que seriam ministradas por pedagogos. Essa atividades contariam  com simulações cotidianas que iriam exigir do estudante uma postura de alteridade. Para que dessa forma, o jovem saia da escola pronto a enfrentar os problemas diários de modo consciente e tolerante.