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    Com a abolição da escravidão, no período colonial, notou-se uma marginalização extrema dos ex-escravos devido à falta de emprego e voz social gerando, assim, um crescimento da violência. Nessa perspectiva, é notório que essa temática se perpetua até hoje, haja vista que o índice de criminalidade tem aumentado progressivamente no Brasil. Dessa forma, tal paradigma reflete o cenário desafiador no país, seja pela carência de políticas públicas de combate à violência, seja pelo legado histórico-cultural.    Primeiramente, segundo o filósofo Aristóteles, a política deve ser adotada de maneira que, por meio da justiça, a harmonia alcance o meio social. Nesse prisma, é evidente que a omissão estatal frente ao combate à violência nos centros urbanos rompe com tal equilíbrio. Isso acontece porque, no Brasil, há um déficit muito grande na promoção das políticas públicas de segurança e da fiscalização dos crimes organizados. Em consequência dessa problemática, tem-se o aumento no número de homicídios, roubo e tráfico no país, bem como há um rompimento do direito à vida, à segurança e à liberdade de previsto no artigo 5 da Carta Magna. 
      Outrossim, constata-se ainda que a perpetuação da violência no país corrobora para o caos, de maneira que a desigualdade social, o inchaço urbano e o sistema educacional defasado mostram-se como problemas a serem analisados. Nesse sentido, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de geografia e estatística (IBGE), o Brasil é considerado o 7º país mais violento do mundo, visto que o maior número de casos envolve jovens negros que habitam nas periferias. Com efeito, é indubitável que a explosão populacional ocasionou principalmente o aumento da pobreza e do desemprego no país. Somando-se a isso, também é fato que a carência de um sistema educacional de qualidade contribui para a participação dos jovens no tráfico de drogas e armas. 
      Infere-se, portanto, que a violência urbana precisa urgentemente ser amenizado no país. Destarte, o Governo Federal, junto ao Ministério da Segurança, por meio de projetos fiscalizatórios e aprimoramento das diretrizes, deve ampliar a frota policial em todo país, bem como expandir a fiscalização de forma homogênea, no fito de combater o crime organizado e os índices de homicídio. Ademais, o Ministério da Educação, em harmonia com as escolas, por intermédio de programas de expansão incentivo, pode aumentar o número de centros educacionais principalmente nas periferias, tal como instaurar uma educação que mostra os malefícios da violência, no intento de formar cidadãos mais morais e conscientes.