Violência urbana no Brasil

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    Medo em todo lugar
            Medo de "achar uma bala perdida". De sair de casa. De não conseguir voltar. Ao longo do processo de urbanização da história nacional, percebe-se que, no Brasil, de maneira rápida e desorganizada o espaço urbano foi sendo construído de maneira indigna. Gerou-se assim classes marginalizadas e um alto índice de hostilidade. Com efeito, a superação desse panorama de violência torna-se uma demanda sociológica inegável.
                Segundo dados do IPEA - Instituto de Pesquisa e  Economia Aplicada -, o Brasil tem cerca de trinta vezes mais assassinatos do que a Europa inteira. Tais pesquisas também apontam que 71% dos assassinatos são contra negros e pardos, o que indica o teor racial no país. Como disse Martin Luther King " a injustiça num lugar qualquer é uma ameaça a justiça em todo o lugar" e é inaceitável no limiar do século XXI em um país como o Brasil, tão miscigenado, haver ainda uma discriminação racial tão grande.
               Ademais, o acesso à educação está intimamente ligado ao processo de hostilidade no país. Não raro, observam-se que em áreas de menores níveis de escolarização, maiores são os índices de criminalidade. A qualidade de educação em grande parte do território nacional ainda é desigual e precária além de que, em muitos lugares, ela ainda nem chegou.  A educação é também um atalho para a ascensão moral a partir da ascensão intelectual.
          Portanto, a fim de garantir melhorias na atual situação de violência urbana do país, cabe ao Ministério da Justiça e Segurança Pública junto ao  Ministério da Educação, mediante o redirecionamento de verbas, realizar planos de ação para combater a criminalidade, aumentar o efetivo policial nas ruas e priorizar um ensino de qualidade nas escolas. Dessa maneira, a população se sentirá mais segura e esse quadro de desconstrução humana na qual a sociedade brasileira está submersa cessará.