Violência urbana no Brasil

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    Paz no futuro
          No filme "Tropa de Elite", é retratado o contraste de agentes do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especias) e o crime organizado na cidade do Rio de Janeiro. Nesse sentido, a narrativa foca na trajetória de Nascimento, um capitão do BOPE que observa as dificuldades em combater criminosos em regiões afastadas do centro urbano. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada no longa-metragem pode ser relacionada à violência no Brasil do século XXI. Por isso, torna-se necessário o debate acerca da desigualdade social e a eficácia do Estado em relação à segurança.
                Primeiramente, é fundamental explicitar que o fenômeno Êxodo rural ocorrido no país no final do século XX, contribuiu para o aumento da população no ambiente urbano. Porém, a infraestruturadas cidades não acompanhou tal inchaço, trazendo problemas como falta de moradias, educação, trabalho e segurança. Desse modo, houve marginalização das pessoas carentes em bairros periféricos, que por serem moradias mais baratas, são precárias e pouco contempladas pelo alcance da segurança pública. Esses locais se tornaram centros de violência que amedrontam a população da cidade como um todo 
    e, algumas vezes, são esconderijos de facções criminosas. Isso ratifica a desigualdade social como grande impulsionadora da violência urbana.
          Por conseguinte, é notório, que o Estado ao não investir o suficiente em segurança e educação contribui para o aumento da criminalidade. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA),mais de meio milhão morreu por mortes violentas na última década, é um número alarmante comparado ao resto do mundo. Logo, observa-se que o problema não está sendo resolvido e por tabela, tem crescido a percentagem de assassinatos, principalmente, entre negros e pardos que faz-se, em torno, de 70% da população nacional.
          Portanto, é mister que o Governo Federal tome providências para amenizar o quadro atual. Para combater a a disparidade social, urge que o Ministério da Cidadania leve, por meios de verbas governamentais, postos de trabalho, instituições de saúde qualidade de ensino e segurança às periferias. Só assim será possível combater a violência, pois, com melhores condições de vida e proteção teremos um Brasil digno e invulnerável.