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    No Brasil, a violência urbana ainda é um componente atual na sociedade. É  definida como uma série de práticas prejudiciais ocorridas nas cidades, tal conjuntura afeta diretamente o cidadão e resulta em baixa qualidade de vida e sentimento de insegurança crescente. Nesse sentido, a desigualdade social é o principal motor da criminalidade, juntamente com a ineficaz conduta do Estado em suprimir essa situação.
          Historicamente, a partir do fim do século XX ocorreu um fenômeno chamado Êxodo Rural, no qual a população do campo migrou para as cidades. Desse modo, os centros urbanos sofreram demasiado inchaço entretanto, a infraestrutura local não acompanhou tal progresso e o acesso a empregos, saúde, educação, entre outros, ficou defasado. Dessa forma, houve marginalização dos grupos mais pobres para bairros periféricos, onde as moradias são mais baratas e o alcance da segurança pública é diminuto e insuficiente. Consequentemente, essa comunidade se tornaram foco de violência e criminalidade, demonstrando que a desigualdade social é a principal causa desse contexto.
    
          Outrossim, o Estado procura combater a violência com métodos arcaicos e prejudiciais à população oprimida. A exemplo, houve no Rio de Janeiro a Intervenção Federal em fevereiro de 2018, no qual as Forças Armadas invadiram as comunidades com o intuito de combater o tráfico e a criminalidade. No entanto, os resultados foram contraditórios: segundo jornal IG, os tiroteios e disparos de arma de fogo cresceram 56% durante a campanha, contra a diminuição de 8% na apreensão de armas. Destarte, percebe-se que o verdadeiro foco do problema não foi combatido, sendo a população negra e parda a principal atingida visto que, 71% dos assassinatos correspondem a esses grupos excluídos pela sociedade.
          Fica, claro, portanto, que a violência urbana é um mal para a sociedade brasileira e deve ser reprimida. Assim, cabe ao Governo Federal investir em programas sociais que levem postos de trabalho, instituições de saúde, educação e segurança às comunidades, através do remanejo de verbas das apreensões policiais. É necessário, ainda, fornecer treinamento adequado aos agentes de polícia, de modo a evitar disparos de armas de fogo desnecessários. Isto posto, a violência urbana poderá ser combatida  e ficará apenas no passado do brasileiro.