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    Na obra Mapa da Violência, do sociólogo Júlio Jacobo, a violência é abordada como fenômeno banalizado no Brasil. Isto, devido ao histórico de discriminação, apropriações e agressões que são atemporais e recorrentes, inclusive, na contemporaneidade. Tal hostilidade na sociedade brasileira decorre, sobretudo, de falhas no sistema educacional e da desigualdade social, que guiam à criminalidade. 
       De acordo com o filósofo iluminista Cesare Beccaria, prevenir crimes por meio da educação é mais efetivo que tentar puni-los. Desse modo, é possível inferir que déficits na educação pública levam a um ciclo vicioso que resulta em contextos estarrecedores de violência urbana. A carência de educação de qualidade, que é a base, sucede em desigualdades, exclusão social e desemprego. Consequentemente, a criminalidade torna-se escapatória contra a vulnerabilidade. 
       Conforme dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 2018, a violência urbana foi responsável por cerca de 10% dos homicídios no Brasil. Em outras palavras, o narcotráfico, o trânsito caótico e os assaltos, dentre outros, que são banais na rotina do cidadão brasileiro, podem ser fatais. Além disso, as taxas de jovens negros vitimizados - cerca de 71,5%, ainda segundo o Ipea - espelham o mito da democracia racial.
       Torna-se evidente, portanto, que é fundamental prevenir a violência no Brasil e combatê-la em todas suas variáveis. Inicialmente, compete ao Governo Federal subsidiar o Ministério da Educação (MEC) com recursos financeiros para qualificar escolas, universidades e seus respectivos funcionários. Outrossim, cabe também à União democratizar, cada vez mais, o acesso aos serviços públicos, como saúde, segurança e transporte. Destarte, a violência urbana será drasticamente reduzida no Brasil.