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    A violência é constitutiva na história do Brasil, com isso é importante tentar entender a violência pela compreensão maior da ética social e os determinantes sociais, ou seja, o conjunto de regras e as condições do indivíduo perante a sociedade. Mas também vale ressaltar a ineficiência do código penal brasileiro. Dessa forma, a ocupação por pobres em periferias e favelas sem nenhuma infraestrutura, por conseguinte vivendo em condições miserável, reflete o local e/ou contexto como um determinante social para violência; o lugar em que o indivíduo habita prescreve o seu futuro, nesse sentido, o trajeto de negligência social é o fenômeno que explica a ruptura com a ética social, pois realocados em periferias, sem nenhuma condição básica para sobreviver, emerge o contexto de bandidismo por necessidade, por exemplo; tráfico de drogas, assaltos, formação de quadrilhas e assassinato, para a ética social é a incapacidade de perceber a vida do outro e as suas coisas com dignidade, em detrimento da necessidade própria de sobrevivência. Nesse sentido, a violência vai se estabelecer na ausência da compreensão da ética social, entretanto, é difícil a tarefa de compreender a ética quando o indivíduo tem tantos determinantes sociais que o prende a condição miserável de sobrevivência, contudo, isso não justifica o crime, mas torna a prática mais possível principalmente nos grandes centros urbanos. Porquanto, o código penal brasileiro tem bastantes lacunas para impunidade de crimes, o que gera uma sensação de segurança para o indivíduo que comete o crime, para a sociedade uma relação intrínseca com a impunidade, esse contexto é afluente para permissividade criminal e disseminação do pensamento criminoso. Portanto, se faz necessário políticas de assistência social, projetos para crianças, adolescentes e jovens que incentive novas perspectivas sobre a vida, além, de proporcionar uma melhor qualidade de vida dentro das periferias e favelas, pois a história só vai mudar quando o filho do favelado estiver na universidade e ter a garantia de um emprego.