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    Em sua música "O Calibre", a banda Os Paralamas do Sucesso realiza uma crítica a situação vivida pela sociedade, que devido à violência urbana, está imersa no medo, tendo que mudar os seus hábitos e restringir o seu direito de liberdade. Outrossim, percebe-se isso ao analisar o cotidiano dos brasileiros que por causa do aumento desses atos violentos têm sua qualidade de vida afetada e vivenciam uma cultura do medo. Desse modo, é necessário analisar os porquês dessa problemática, com o intuito de diminuí-la.
      A partir do século XX, diversas cidades brasileiras presenciaram um rápido crescimento urbano não planejado e ordenado. Isso ocasionou consequências, como a desigualdade social. De acordo com o artigo 6º da Constituição, todos os cidadãos têm direito à saúde, à educação e  à segurança, porém muitos não usufruem desses benefícios essenciais, o que leva à marginalização deles. Esses residem, geralmente, em áreas mais distantes das urbes, não sendo atendidas as suas necessidades básicas, por exemplo, a segurança pública. Por isso tornam-se mais vulneráveis a grupos criminosos, que além de representarem riscos aos moradores locais, aliciam os adolescentes para práticas ilegais, prejudicando o desenvolvimento destes, que veem nisso uma oportunidade para mudar de vida. Ademais, os jovens representam 53,7% das vítimas totais conforme o Atlas da Violência de 2018.
       Segundo Max Weber, sociólogo alemão, o Estado, teoricamente, detém o monopólio da justiça e da violência, de forma a garantir a coesão social. Entretanto, percebe-se que este falha ao empregar mais a segunda para reprimir atos criminosos, o qual gera um ciclo de violência. Nesse sentido, ele deve agir visando a prevenção à repreensão. Dessa maneira, o Governo deve prezar por ações educativas, unindo-se às escolas, às ONGs e à família, com o objetivo de incluir todos os cidadãos, e assim, ofertar outras possibilidades aos indivíduos, que os afastem de levantes violentos, utilizando como instrumento de mudança o ensino. Para assim concordar com o pensamento de Nelson Mandela, vencedor do Prêmio Nobel da Paz, "A educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo".
      Portanto, torna-se necessário investir em projetos de prevenção à violência urbana. Logo, todas as esferas administrativas do Governo devem investir em projetos que possibilitem que as populações menos favorecidas tenham igualdade de condições de desenvolver-se, com a intenção de garantir as mesmas oportunidades de acesso aos direitos básicos. E ainda, unindo-se às ONGs e às escolas, fomentar a criação de programas socioeducativos, como cursos e atividades extracurriculares, afim de promover uma abertura de possibilidade às crianças e aos jovens brasileiros.