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    No passado, com a revolução industrial e ascenção do capitalismo, a urbanização cresceu de forma acelerada devido ao fenômeno chamado de êxodo rural. A precária infraestrutura das cidades e às condições insalubres que viviam os habitantes das metrópoles intensificou a violência urbana no país. Entre os fatores relacionados a essa problemática, destacam-se a alta taxa de mortalidade e o aumento da população carcerária. 
     Desde Roma antiga, a violência nas ruas vem sendo um problema para os povos. Similarmente, no Brasil não é diferente. Entretanto, com o passar dos anos, o número de pessoas mortas por violência no país tem crescido de forma alarmante. De acordo com o IPEA, — Instituto de Pesquisa Econômica Aplica —, o número de assassinatos no Brasil em 2016 é maior do que na Europa e atinge, principalmente, jovens homens entre 15 e 19 anos. Vale ressaltar ainda que a alta taxa de mortalidade também é um retrato do racismo no Brasil, pois 71,5% das pessoas mortas são negras ou pardas. 
     Ademais, devido ao fortalecimento da violência, a população carcerária se expandiu de forma desproporcional e hoje, o Brasil é o terceiro país com o maior número de internos, atrás apenas de Estados Unidos e China. Segundo dados do Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias, — Infopen —, roubos e furtos representam 37% das prisões. Homicídios representam 11% do encarceramento. Ainda segundo o Infopen, 75% dos presos não chegaram ao ensino médio e menos de 1% possuem graduação. 
     Torna-se evidente, portanto, a necessidade de medidas para erradicar essa problemática. Nesse sentido, o Governo Federal deve elaborar programas sociais que invistam em levar postos de trabalho, saúde e educação as periferias, por meio de investimentos de verbas para esse fim e duras fiscalizações, afim de que a população tenha acesso à serviços públicos de qualidade. Espera-se, com isso, que a violência diminua gradativamente, construindo assim um país digno e inviolável.