Violência urbana no Brasil

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    Segundo a Constituição Federal de 1988, todos possuem o direito à vida e ao bem estar social. Entretanto, o cenário da violência urbana brasileira impossibilita que a população desfrute desse direito na prática. Nesse sentido, os desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
      Inicialmente, vale ressaltar o legado histórico cultural, do qual desde a colonização portuguesa em 1500 a violência esteve presente através da escravidão indígena e africana. Conforme o filósofo Aristóteles, os desiguais devem ser tratados na medida de sua desigualdade. Logo, após o fim da escravidão, essas minorias violentadas não receberam nenhum auxílio governamental e consequentemente foram marginalizadas, isso influencia diretamente no aumento do índice de violência, já que a desigualdade social e atos criminosos são proporcionais.
      Além disso, a Carta Magna e a Declaração Universal dos Direitos Humanos são desrespeitadas, tanto pela falha de fatores preventivos como a educação, moradia e emprego ou pela falta de segurança pública de qualidade. De acordo com o Atlas da Violência, em 2016 foram registrados 62.527 assassinatos no Brasil. Sob tal ótica, o combate dessa barbaridade deve começar, pois, o fruto da violência é o alto número de homicídios.
       Fica evidente, portanto, a necessidade de medidas para resolver esse impasse. Dessa forma, o Estado, sob uma perspectiva democrática, deve proporcionar a cada cidadão o que é devido, por meio de ações afirmativas como a bolsa família. Ademais, cabe ao MEC (Ministério da Educação) investir em escolas públicas de periferias e também as penitenciárias  deve integrar o EJA (Ensino de Jovens e Adultos) em todo o país, para que cada indivíduo tenha ao menos uma oportunidade na vida de sair da extrema pobreza e de recomeçar. Só assim, a diminuição da violência deixará de ser uma utopia.