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    Para o sociólogo francês, Elim Durkheim, "o indivíduo só poderá agir na medida em que aprender a conhecer o contexto em que está inserido, a saber quais são suas origens e as condições de que dependem". Contudo, o Brasil não efetivou esse pensamento, posto que trata com descaso a educação e suas ações no combate à pobreza são ineficientes. Tal combinação é perfeita para fomentar a violência urbana no Brasil. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências dessa postura negligente para a sociedade.
          É indubitável, que existam outros fatores contribuintes para o aumento desta cólera nos centros dessa Nação. No entanto, a falta de investimento de modo veemente no sistema educacional é um dos  fatores mais importante que favorecem para o aumento do índice da violência nas regiões urbanizadas deste país. O resultado da falta de comprometimento para com o sistema educacional público desdobra-se em estruturas físicas colapsadas das escolas, falta e por vezes deficiência no quadro de profissionais da área administrativa e professores. Diante disso, o antropólogo Darcy Ribeiro, em um evento realizado no ano de 1982 em Minas Gerais, já fazia uma projeção desse Nação na seguinte frase célebre, " se os governantes não investirem em educação, em 20 anos faltará dinheiro para construir presídios".
          Outrossim, destaca-se também como "catalisador" desse problema a ineficiências de políticas públicas voltadas à redução da pobreza, Os jovens das comunidades carente, onde o Estado é ausente, são aliciados pelas facções para "trabalharem" no sistema criminoso, exercendo funções como "aviãozinho", "soldados" do crime, e até pode chegar a gerência de uma  "boca" de fumo. Além disso, os investimentos na infraestrutura das cidades não acompanhou a grande quantidades de pessoas que chegaram, gerando com isso sérios problemas sociais, inclusive no aumento da violência urbana no Brasileira. Só para se ter uma noção, segundo o Ipea, o Brasil ultrapassou pela primeira vez a marca de 30 homicídios por 100 mil habitantes.
          É evidente, portanto, a necessidade de uma ação interventiva urgente do Ministério Público na cobrança do cumprimento da Lei do piso salarial dos professores, aos estados que ainda não a cumprem,  criando para isso ouvidoria específica, afim de atrair os melhores profissionais das licenciaturas para essa área. Além disso, é imprescindível que o MEC destine uma parte dos recursos para melhorar a infraestrutura das escolas homologando o  CAQi, e garantindo um padrão mínimo de qualidade no ensino público. Ademais, cabe aos Estados construirem áreas de lazer nas comunidades carentes, através dos repasses feitos pelo governo federal, com o objetivo de tirar o adolescente do ócio. Assim, será possível minimizar essa violência desenfreada nas áreas urbanas brasileiras.