Violência urbana no Brasil

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    O Brasil é um país que passou por um crescimento rápido e desordenado das cidades que não foi acompanhado por um desenvolvimento social, com isso, a violência urbana - assaltos, agressões e homicídios - aumentou muito. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), em 2016, o número de homicídios superou o da Europa em 30 vezes. Mas essa criminalidade no país é um problema social impulsionado pela grande desigualdade de renda e ineficácia do Estado em combater a causa do problema. 
           Como resultado dos números apontados pelo (IPEA), tem-se um cenário de grande violência urbana e baixa qualidade de vida dos cidadãos, sobretudo os mais pobres, negros e pardos que representam 71% das vítimas de assassinato. Em virtude disso, a população está insatisfeita com o serviço de segurança pública, que, por sua vez, tenta solucionar o problema com medidas paliativas como a construção de mais presídios. Essa ideia se mostra ineficaz porque as penitenciárias brasileiras, em grande parte, encontram-se superlotadas, com infraestruturas precárias e controladas por organizações criminosas, apresentando-se como uma escola para o crime e não um lugar de ressocialização de indivíduos.
        No entanto, mesmo sabendo que as reais causas da criminalidade estão atreladas a pobreza e a desigualdade social, o governo brasileiro insiste em querer combater violência com mais violência. Em 2018, o Rio de Janeiro passou por uma intervenção federal, mas obteve como resultado final apenas um aumento no número de mortos. E agora, dia 8 de maio de 2019 o presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto para facilitar o porte de armas para diversas profissões, contrariando o próprio Estatuto do Desarmamento, pois o chefe de Estado e toda a sua base de apoio acreditam que armas trazem segurança, e não mais violência. 
           Portanto, é evidente que o problema da violência urbana no Brasil só vai ter solução quando o governo lutar contra a causa, e não as consequências. Para isso, é imprescindível que o Estado elabore um planejamento de programas sociais amplos, para atingir, primordialmente, a população mais pobre. Essa parcela do povo precisa ter seus direitos mínimos de um cidadão assegurados, como: emprego, saúde, segurança e principalmente educação. Desse modo, não havendo marginalização dos mais pobres e permitindo que eles lutem dignamente por uma vida melhor com iguais condições para todos, a criminalidade tenderá a diminuir e os brasileiros poderão viver em um Estado com mais harmonia e menos violência.