Violência urbana no Brasil

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    Segundo o filósofo Thomas Hobbes, fez-se necessário a criação de um Contrato Social para tirar as pessoas do estado de natureza em que viviam, por que não haviam leis e normas de convívio. Dessa forma, elas entregavam sua soberania ao Estado em troca de segurança e vida. Atualmente, ainda assim, esse contrato não vem sendo cumprido tanto por parte da população quanto pelo Governo, uma vez que a violência urbana no brasil tem aumentado.
       De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), só na última década, há cerca de 150 mortes por dia no Brasil. Portanto, é válido ressaltar indiferença do Estado perante a população com a falta de infraestrutura para atender os que carecem de educação, emprego e moradia. Nesse ínterim, a desigualdade social aumenta, consequentemente, os menos favorecidos tendem a viver do crime aumentando esse cenário caótico vivido hoje em dia.
      Outrossim, visto que o negro é historicamente marginalizado, o preconceito vem ocorrendo despercebido e sendo absurdamente naturalizado, provando a ocorrência de agressões e até morte advindo do pré julgamento da cor da pele. A exemplo, conforme o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, de cada 100 pessoas mortas, 71 são negras. Com base nisso, a violência urbana é prejudicial à ordem social e deve ser contestada.
       Em suma, são necessárias medidas para o cumprimento do Contrato Social tratado por Locke. Em curto prazo, a fim de dar segurança à população, cabe ao Estado coibir atos criminosos através do policiamento das cidades e do treinamento de policiais para lidar com essa situação. A longo prazo, cabe ao Ministério da Educação a criação de políticas de segurança pública por meio de palestras nas escolas, conscientizando as pessoas sobre a importância da não violência contra os negros para que os números de morte nas cidades por racismo diminua.