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    Segundo o Existencialismo, doutrina filosófica surgida na França, no século XX, a liberdade de escolha é refletida nas condições de existência do ser. Portanto, cabe ao homem ser responsável por suas atitudes. Porém, no Brasil, em pleno século XXI, isso não passa de uma teoria, visto que a questão da violência urbana está em debate - o que evidencia a ausência de Políticas Públicas para a manutenção do bem-estar social. 
         No Brasil, indubitavelmente, existe medida do governo para assegurar aos cidadãos a conquista de uma sociedade digna e sem violência. Pode-se mencionar, por exemplo, a Constituição Federal vigente no país, cujo objetivo - dentre outros- é garantir, a todo e qualquer cidadão, independentemente de sua natureza, uma vida íntegra e com segurança, além de proporcionar condições de liberdade de escolha de maneira ética. Isso, de certa forma, demonstra que o Estado já intenta contemplar as ideologias do Existencialismo. 
         Contudo, tal ação não é capaz de atenuar, verdadeiramente, os casos de violência urbana no Brasil, pois, devido à falta de oportunidade - que além de possibilitar pobreza, pode comprometer planos futuros-, o que se observa, na maioria das camadas sociais da nação, são níveis alarmantes de criminalidade e desigualdade social, motivados, principalmente, pelas condições de vulnerabilidade e a discriminação. Percebe-se, pois, as consequências da fragilidade da educação oferecida à maior parte da sociedade, que não prepara os indivíduos para exercerem, de fato, sua cidadania. A verdade é que, a questão da violência urbana não será atenuada enquanto o Estado não pautar a educação na responsabilidade de forma que contribua para o convívio em sociedade, afinal "O homem é condenado a ser livre, porque depois de atirado neste mundo torna-se responsável por tudo que faz", diz o filósofo francês existencialista Jean-Paul Sartre. 
         Depreende-se, pois, que há a necessidade de investimentos no Ensino Básico - o que já é assegurado pela Lei de Diretrizes e Bases, n°9.394/96. Para tanto, é plausível que o Estado, por meio do Ministério da Educação, não só contemple os componentes curriculares de Formação Cidadã e Ética, mas também em parceria com as escolas deve realizar  palestras e campanhas publicitárias, sobre temas relacionados a violência e suas consequências, com a finalidade de não apenas conscientizar, além de instruir e moralizar,e, por consequência atenuar a violência urbana no Brasil. Se assim for feito, a maior parcela da nação desfrutará dos princípios existencialistas.