Violência urbana no Brasil

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    O Êxodo rural, ocorrido no fim do século XX, contribuiu para a grande concentração de pessoas no meio urbano. Tal fato contribuiu para o desenvolvimento das cidades brasileiras, bem como para a propagação da violência urbana que, desde então, tem intensificado-se e mostrado-se cada vez mais preocupante.
     De acordo com o famoso filósofo inglês, Karl Marx, “a história de todas as sociedades até hoje existentes é a história da luta de classe”. Analisando o pensamento e comparando-o a realidade brasileira, nota-se que uma das principais responsáveis pela violência urbana, é a desigualdade social. A infraestrutura das cidades brasileiras não acompanhou o grande crescimento da população urbana, como consequência, não conseguiu assegurar a todos os cidadãos condições básicas de vida como saúde, educação e trabalho. Desta forma, a população mais pobre ficou concentrada em bairros periféricos, onde o poder de alcance da segurança pública é quase ineficaz. Os bairros periféricos, geralmente, são o foco da violência urbana, visto que facções criminosas usam esses locais como esconderijo e ameaçam constantemente a vida de todos os moradores. 
    Outrossim, é visível que os esforços do Governo para combater a violência nas cidades não estão surtindo o efeito desejado. Um estudo feito pela ONU revelou que o Brasil é o terceiro país da América Latina com o maior número de mortes causadas por balas perdidas, consequência do enfrentamento entre policiais e facções criminosas nas comunidades periféricas. A exemplo, em maio desse ano, houve a morte do estudante Kauã, de 11 anos. O menino andava de bicicleta, na zona oeste do Rio de Janeiro, quando foi atingido por uma bala perdida que o levou a morte cerebral.
     Em vista dos argumentos apresentados, é fundamental que o Governo Federal trabalhe no desenvolvimento de projetos sociais, por meio da reorganização da destinação de verbas governamentais e uma dura fiscalização para a implantação correta desses investimentos, a fim de proporcionar melhores condições de vida nos bairros periféricos, levando postos de trabalho, institutos de saúde, educação e segurança pública de qualidade para os moradores. Dessa maneira, concedendo segurança e oportunidades a todos, será possível diminuir gradativamente a violência urbana e consequentemente tornar o Brasil um país mais seguro e atrativo.