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    Na obra "Abaporu" da pintora modernista Tarsila do Amaral, é retratado um homem com grande corpo, mas com a cabeça pequena, representando um homem alienado ao seu tempo.De forma análoga, a realidade hoje no brasil ratifica esse conceito, sobretudo, em relação a violência urbana.De fato, esse problema persiste na sociedade e apresenta dois principais desafios: a desigualdade social e a banalização dessa violência.
     Em primeiro lugar, é valido ressaltar o fator da desigualdade social.Com efeito, essa diferença social, principalmente nas favelas e regiões mais pobres, na maior parte das vezes, fazem o jovem enxergar o crime como uma possibilidade de ascensão social rápida. E, como consequência disso, acabam sendo mortos em confrontos de disputa de território ou operações policiais.Para fins de ratificação, cita-se o documentário,baseado em fatos reais, ônibus 174 do diretor José Padilha, uma vez que ele retrata um jovem que por ser usuário de drogas sequestra um ônibus e faz vários reféns até ser morto pela polícia.
     Em segundo lugar, é preciso considerar a banalização da violência.  Justifica-se essa égide, à luz da teoria "sociedade do espetáculo" de Guy Debord, haja vista tal escritor francês afirmar que a população hodierna funciona como espectadora de problemas, só observa, sem um esforço efetivo para realização de uma mudança social relevante. Sob esse nicho reflexivo, é evidente que a mídia aproveita-se disso, para tornar a violência um aspecto comum, com fórmulas prontas, que despertam a curiosidade do público e repetição excessiva, tornado-a sem importância.
     Fica evidente, portanto,que a violência é um problema endêmico no país. Para que que essa problemática não seja mais banalizada, urge que as escolas, por meio de aulas interativas de sociologia e filosofia, evidenciem-na como um fator presente e próximo da realidade de todos.Somente assim, pela cobrança social dos jovens, conscientes da relevância dessa endemia, o governo investirá de forma efetiva não só na sua prevenção, com emprego e educação, como também em sua repressão.